sábado,
22 de junho de 2024

Castelo pode decretar situação de emergência por causa da seca

“A seca leva autoridades a se reunirem no município”

Depois de mais de 40 dias sem chuva, as plantações de frutas, legumes e verduras, e as lavouras de café, começam a demonstrar os efeitos da estiagem em Castelo. Pensando no que pode ser feito para amenizar os efeitos da estiagem, o Prefeito Interino, Eutemar Venturim, se reuniu na manhã desta sexta-feira, dia 23 de janeiro, à uma equipe de representantes de entidades castelenses, para definir as atitudes que devem ser tomadas a curto, médio e longo prazo.

“Já está sendo feita uma análise do interior, pelas Secretarias Municipais de Agricultura e de Meio Ambiente, e após a análise, vamos fazer um levantamento, para realizar um estudo da possibilidade de decretar situação de emergência no Município”, informou o Prefeito Interino, Eutemar Venturim.

Três equipes da Secretaria Municipal de Agricultura e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram montadas para visitar as regiões do interior de Castelo, onde realizaram registros fotográficos, que serão utilizados no levantamento de dados para possível decreto de situação de emergência.

Segundo o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Domingos Fracarole, existem lavouras totalmente perdidas em Castelo, e que devem demorar alguns anos para voltar a produzir como acontecia antes da estiagem. “Alguns locais tem perda mínima de 30 por cento, outros de 70 por cento nas lavouras, e outras que chegam à 90 por cento. Alguns lugares onde passamos nesta quinta-feira, dia 22, tinham 50 por cento de produtos perdidos, se voltarmos hoje, esse número com certeza já aumentou”, comentou o Secretário.

O Coordenador da Defesa Civil de Castelo, Lúcio Cesconetti, explicou a importância da economia de água, não somente tratada, como as de poços artesianos. “Quando pegamos água do poço artesiano, estamos retirando a recarga natural que existe no subsolo, secando as nascentes. Então é um equívoco achar que podemos usar a vontade a água de poços artesianos”, concluiu.

“Constatamos que as perdas vão de 30 à 50 por cento, na produção de inhame, feijão, pimentão, tomate, morango, café, leite, e à 100 por cento nas plantações de milho. Algumas lavouras serão erradicadas, o que reflete ainda no comércio local”, disse o Secretário Municipal de Agricultura, Gilberto Gava Marques.

Estiveram presentes na reunião, o Coordenador da Defesa Civil de Castelo, Lúcio Cesconetti, o Secretário Municipal de Agricultura, Gilberto Gava Marques, o Secretário Municipal de Obras, Andreliano Márcio Mareto Fontan, o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Domingos Fracarole, o Secretário Municipal de Interior, Patrick Alledi Largura, o representante do Conselho do PDM, Francisco Targa, o Presidente da ACIC, Márcio Guizardi, o representante da CESAN, Liezer Guarnier Fim, o representante da Selita, Edino Luiz Rainha, o representante do INCAPER, Marcos Vinco, o representante da CACAL, Domingos João Piassi, e Vereadores do Município.

Uma nova reunião será marcada para os próximos dias, além da criação de uma comissão que vai dar continuidade aos trabalhos.

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