domingo,
14 de julho de 2024

Empresário suspeito de chefiar quadrilha de produtores rurais é preso em Domingos Martins

Um suposto integrante de uma quadrilha de produtores rurais, acusado de sonegar impostos, foi preso na manhã desta terça-feira (3), no Espírito Santo, durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal.

Policiais realizaram buscas pelo empresário Valdecir Antônio Thomes, de 44 anos, na casa dele, em um prédio de luxo, de frente para o mar, na Praia da Costa, em Vila Velha. Mas o suspeito foi preso enquanto tomava café da manhã, em uma lanchonete em Domingos Martins, na Região Serrana do Estado.

“Ele já estava sendo monitorado desde ontem [segunda-feira] e a expectativa era de prendê-lo aqui no apartamento. Mas hoje pela manhã, antes das 6 horas, ele saiu. Haviam equipes fazendo buscas em Domingos Martins, Marechal Floriano e na Grande Vitória e, por isso, foi possível interceptá-lo em Domingos Martins”, contou o delegado da Polícia Civil, Josemar Sperandio.

De acordo com a polícia, a quadrilha sonegava impostos emitindo notas ficais frias para fazendeiros para o transporte de grãos. A quadrilha teria sonegado cerca de R$ 25 milhões. No Espírito Santo os grãos eram vendidos como se tivessem sido produzidos em Brasília.

Ainda segundo a polícia, Valdecir seria o cabeça da quadrilha. Os grãos eram produzidos em Minas Gerais e em Goiás. Os cereais, como milho e soja, passariam pelo Distrito Federal, antes de serem comercializados em terras capixabas.

“Eles criavam empresas falsas no Distrito Federal, com a ajuda de alguns contadores. Em algumas situações existiam as empresas, mas o quadro de sócios era composto por laranjas e essas empresas emitiam notas fiscais fraudulentas junto às mercadorias adquiridas em Goiás e Minas Gerais, que eram revendidas para o Espírito Santo por um preço bem mais em conta”, informou o delegado da Polícia Federal, Fábio Souza.

Valdecir era monitorado pela polícia há pelo menos nove meses. A Operação Tabulari, que significa contadores, em latim, acontece também em Goiás e no Distrito Federal. O combate desdobra outra operação realizada, em 2013. As ações da polícia se concentram na identificação de outros integrantes da quadrilha.

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