domingo,
14 de julho de 2024

Chuva volta a cair, mas não deve resolver problema da seca

Depois de janeiro passar sem chuva em quase todo o Espírito Santo, na quarta (04) e quinta-feira (05) a chuva enfim caiu em grande parte do Estado. Em um levantamento feito pela equipe de meteorologia do Incaper, a cidade de Afonso Cláudio foi a que registrou a maior quantidade de precipitação, chegando a 62 mm na região de Serra Pelada.

Segundo Thábata Brito, meteorologista do Incaper, a chuva deve continuar pelos próximos dias. “A previsão é de que pelo menos até a segunda-feira (09) continue chovendo em todo o Espírito Santo, normalmente e com intensidade fraca no período da manhã e de moderada a forte entre a tarde e a noite”, afirmou.

No entanto, apesar da chuva, a meteorologista afirma que esse período de chuva é suficiente para amenizar, mas não para acabar com os problemas que a seca vem ocasionando em algumas regiões do Estado. “Essa chuva não vai ser suficiente para acabar com os prejuízos causados nas lavouras e nas pastagens, nem para elevar o nível dos reservatórios ao ponto de deixá-los numa situação confortável. Porém, serve para amenizar um pouco o período de estiagem que, em algumas regiões, se estende desde a segunda semana de dezembro”, disse.

Prognóstico para fevereiro, março e abril

Com base nas análises levantadas pelo Sistema de Informações Meteorológicas do Incaper, é esperado que o acumulado de precipitação fique próximo à média climatológica em fevereiro, ressaltando que as chuvas devem se concentrar em episódios esporádicos de precipitação significativa ao longo do mês.

Em março, as tendências apontam para chuvas dentro da normalidade, distribuídas de forma mais homogênea ao longo do mês. Em abril, o volume também deve ficar na média climatológica do mês. Vale lembrar que abril, no entanto, é caracterizado pela progressiva diminuição dos totais de chuva.

A equipe meteorológica do Incaper volta a ressaltar que, mesmo como a expectativa de que os períodos de chuva voltem a se normalizar após quase dois meses de estiagem em algumas regiões, a chuva prevista para este trimestre não deve ser suficiente para resolver os problemas causados pela seca, mas apenas para amenizar a estiagem prolongada.

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