quinta-feira,
30 de maio de 2024

Treinamento “Café com Qualidade: colheita e pós-colheita”, para produtores de Marechal Floriano

Cerca de 25 produtores de Marechal Floriano participaram do treinamento “Café com Qualidade: Colheita e Pós-Colheita, na tarde de quarta-feira, dia 08, no Centro de Agronegócios. O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do Brasil, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Ao todo, são produzidas 15 milhões de sacas por ano, o que corresponde a 27% de todo o café produzido no país.

“Esse treinamento trata exclusivamente da colheita e pós-colheita do café. Isso porque o nosso produtor se esmera no período de produção. Mas, no período de colheita e na pós-colheita, precisa ter cuidados para manter a boa qualidade do produto. Quando o fruto está na árvore, ele praticamente não tem defeitos. Mas, até chegar ao armazém, ele perde qualidade e quantidade (peso)”, explica Marcos Moulin Teixeira, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Ele afirma que os produtores já estão se preparando para a época da colheita. “Estamos no período que chamamos de pré-colheita. A colheita deve começar em maio. Por isso, a hora é essa. A ideia é mostrar ao produtor o que o mercado quer comprar. E o mercado está cada vez mais exigente em relação à qualidade dos produtos”, ressalta Marcos, que ministra o treinamento junto com Frederico de Almeida Daher, do Centro Tecnológico do Café (Cetcaf).

Hoje, os cafés superiores ou gourmet, como são mais conhecidos, têm uma taxa de crescimento de 10% ao ano. Os cafés capsulados, ou saches, têm um crescimento de 30% ao ano no mercado mundial. E para fazer esses cafés, é preciso que os grãos sejam de excelente qualidade.

No mundo inteiro, são produzidas 145 milhões de sacas de café (Arábica e Conilon), por ano. O mercado mundial está com um crescimento de 2,5% ao ano. Isso significa que são colocadas no mercado 3,6 milhões de sacas a mais, anualmente. Cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, no Espírito Santo, vem da cafeicultura. São, em média, 300 mil postos de trabalho gerados por ano no Estado.

“O café dá uma grande capacidade de investimento, em qualquer tempo, a qualquer hora. Se você tem o café na mão, você consegue vender e receber o pagamento. Se a qualidade for mais baixa, o preço é menor. Mas o produto é vendido da mesma forma”, finalizou Marcos Moulin Teixeira.

Para o secretário de Agricultura, Ubaldino Saraiva, o treinamento vem para capacitar o produtor. “Se o produto tem qualidade, o preço é melhor, e tem mais valor.”

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