domingo,
14 de julho de 2024

Greve dos médicos da Santa Casa de Cachoeiro entra no segundo dia e sem previsão de solução

Na tarde desta terça feira (12), o presidente do Conselho Diretor, Dom Dario Campos, rebateu o presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Otto Baptista, sobre a questão dos quatro meses de salários em atraso afirmando que os vencimentos foram quitados na última sexta-feira.

Campos adiantou que não recebeu pauta de reivindicações que incluísse carteira assinada CLT e o piso Fenam (Federação Nacional dos Médicos), que é de R$ 10.991,19 para carga horária de 20 horas semanais.

“Sobre essa questão, o próprio Ministério Público do Trabalho, na audiência de mediação, de segunda-feira, havia orientado que deve ser tratada por via judicial ou extrajudicial, pois cada caso é um caso”, comentou.

Sobre uma saída para a crise instalada na instituição pelo movimento grevista, o presidente da Santa Casa disse que os departamentos jurídicos da instituição e do sindicato vão tentar uma solução negociada.

“Nosso (departamento) jurídico vai entrar em contato com o Simes para buscar saída sobre a paralisação. A Santa Casa, que teve redução de 15% na verba do governo do Estado que era de R$ 3,492 milhão, só tem a perder se continuar fazendo apenas procedimento pelo SUS. Mais de 80% por cento dos pacientes são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro lado

Na manhã de ontem(12), no início da paralisação, os grevistas penduraram diversas faixas alertando a população que o único setor que está funcionando 100% é o Pronto Socorro. Setenta por cento dos outros procedimentos estão paralisados por tempo indeterminado.

O presidente do Simes, Otto Baptista, disse que considerava crítica a situação. “Além de lamentável chegar ao ponto de paralisação, a gente vir reivindicar pauta gravíssima de tamanha irregularidade junto às leis trabalhistas. Temos médicos aqui há 35 anos se dedicando a este hospital e nesse tempo não tiveram sequer seus direitos trabalhistas garantidos. Não há recolhimento do FGTS”, afirmou.

“Tomamos providencias de tomar todas as medidas dentro da lei de greve proclamamos os editais, comunicamos ao executivo, legislativo, judiciário, a imprensa para não deixar a população na mão. Você vê que está esvaziada a Santa Casa. A procura está sendo mínima”, completou.

Já o médico neurocirurgião Rogério Pacheco contou que a briga não é contra a Santa Casa. Os médicos brigam a favor da Santa Casa para ser um hospital melhor. “Não somos de Cachoeiro, somos a Santa Casa do Sul. Atendemos 660 mil habitantes”, avaliou.

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