terça-feira,
23 de julho de 2024

Produtores rurais de Vargem Alta acusam dono de armazém e prejuízo pode ultrapassar dos R$ 5 milhões

Portal Notícia Capixaba.

Cerca de 50 produtores de café do município de Vargem Alta, na região serrana Estado, acusam o dono de um armazém, no Distrito de São José de Fruteiras, de fechar o armazém sem dar nenhuma explicação.

Segundo os produtores, o dinheiro da venda não foi repassado, e a dívida ultrapassa dos R$ 5 milhões. No local que guardava a maior parte do café colhido da região, segundo os produtores de café havia sacas armazenadas.

“Eu depositei um café aqui e, na hora de vender, o dono tinha desaparecido. Eu trabalhei o ano todo de sol a sol, e agora não tenho mais nada”, conta um agricultor, que diz ter aguardado no armazém de café 300 sacas do grão.

Outro produtor, José Schiavo contou para uma equipe da TV local, que o galpão está trancado desde fevereiro, e não tem mais acesso de entrar no armazém. “Aqui neste galpão está toda a riqueza da família”, afirma José, que diz ter aguardado 542 sacas de café arábica avaliadas em mais de R$170 mil.

“Eu sempre comercializei o meu café aqui com eles, praticamente a vida toda. Dessa vez, eu tinha vendido o café, eles pediram um prazo para pagar, mas quando chegaram à data eles fecharam”, contou.

As negociações no armazém acontecem há 40 anos, e os produtores guardavam as sacas esperando preços melhores no mercado ou vendiam para o dono do armazém, no qual é tradicional da região Sul do Estado.

Um agricultor disse ao portal Notícia Capixaba, que no início de fevereiro, antes do proprietário desaparecer, conseguiu falar com o dono da empresa. Ele conta que o proprietário só quis pagar 2 sacas, sendo que ele tem no armazém 150. “Eu não aceitei, e ele me disse que eu que fui procurá-lo para comprar o café”, conta.

Os produtores questionam sobre onde está o café. Eles acreditam que tenham caído em um golpe. “Se nós não vendermos café, nós não temos dinheiro e tem as contas para pagar”, disse uma agricultora.
Segundo os produtores, não há forma de se entrar em contato com o dono do armazém. Os dois telefones, um fixo e um celular, não atendem as chamadas.

Eles acreditam que tenham caído em um golpe, pois não sabem onde está o café. “Se nós não vendermos café, nós não temos dinheiro e tem as contas para pagar”, disse uma agricultora.

Os donos das sacas de café foram até a delegacia da Polícia Civil do município e prestaram queixa, e informaram que vão procurar um advogado para acionar a Justiça.

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