quarta-feira,
21 de fevereiro de 2024

Produtores rurais e estudantes de Marechal participam do Dia de Campo – cultivo do Feijão Serrano

Cerca de 40 pessoas participaram do Dia de Campo – Cultivo do Feijão Serrano 404 – realizado nesta última sexta-feira, dia 19, em Santa Maria de Marechal. Produtores rurais e alunos do curso técnico em Agropecuária permaneceram até o fim, mesmo quando o friozinho e a chuva resolveram aparecer no momento da aula.

O Dia de Campo aconteceu na propriedade do produtor José Rodolfo Kröhling. Em uma área de um hectare, ele plantou o feijão serrano 404, para produzir sementes que serão distribuídas a outros produtores da região.

Os produtores e alunos que participaram do encontro receberam e orientações sobre o manejo e as práticas adotadas para o cultivo dessa qualidade de feijão: preparação da área, adubação do solo, irrigação e qualidade da semente usada.

Eles também receberam informações sobre pragas e doenças das lavouras de feijão, distância de uma cova para outra e até quantas sementes devem ser colocadas em cada cova, para que a planta tenha um desenvolvimento melhor.

“Essa qualidade de feijão é a indicada para a região serrana. Daí vem o nome do feijão. A vantagem desse material é que ele é altamente resistente a uma das principais doenças do clima frio. Dependendo da região e da época em que foi plantado, o produtor já pode fazer a colheita em apenas 85 dias”, explicou o pesquisador do Incaper, Márcio Adônis Miranda Rocha, convidado para dar a palestra no Dia de Campo.

Márcio Adônis, que também é o presidente da Comissão de Sementes e Grãos do Estado do Espírito Santo deixou um alerta para os produtores rurais: “Um dos maiores insucessos das nossas é querer fazer, na sua propriedade, o que o seu vizinho fez. Lembre-se que, aquilo que o seu vizinho fez, pode não servir para você”.

O pesquisador também falou sobre a diferença entre grão e semente. “O grão não tem uma identidade e ninguém sabe de onde ele veio. É comprado em qualquer lugar. Já a semente tem uma identidade e uma responsabilidade por trás. Por lei, ela tem que preencher a vários quesitos. Um deles, no caso do feijão, é que tem que ter, no mínimo, 70% de germinação. O que vai ser entregue a vocês é uma semente de alta qualidade.”

O secretário Municipal de agricultura, Ubaldino Saraiva, ressaltou que o objetivo desses encontros é a qualificação. “A ideia é resgatar o plantio, para que o produtor tenha uma boa semente para plantar no ano que vem. E também pensar na qualidade do alimento que é produzido.”

O chefe do escritório do Icaper, César Khröhling, destacou que há 23 milhões de hectares de feijão plantado no mundo. Segundo ele, os maiores consumidores são o Brasil, a China, a Índia e a Argentina.

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