sábado,
22 de junho de 2024

Sesa reforça campanha de multivacinação para evitar retorno de doenças já eliminadas no Brasil

Redação 

 

Visando evitar o retorno de doenças altamente contagiosas, como a poliomielite (paralisia infantil), a rubéola, o sarampo, dentre outras, já eliminadas ou controladas no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), reforça a campanha de multivacinação e alerta sobre a necessidade de a população manter as vacinas em dia. Para isso, enfatiza que é fundamental acompanhar o esquema de imunização para todas as faixas etárias estabelecido pelo Ministério da Saúde, controlando as doenças de forma intensiva.

 

A meta da Sesa para este ano é vacinar o maior número de pessoas em um menor espaço de tempo pois, quanto mais rapidamente as metas forem alcançadas, mais efetivo é o bloqueio.

 

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, essas doenças são prevenidas com vacinas disponibilizadas gratuitamente nas unidades básicas de saúde do Estado, que fazem parte do calendário nacional de vacinação.

 

Levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que o Brasil foi o primeiro país no mundo a incorporar diversas vacinas no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), e é um dos poucos que ofertam, de maneira universal, um rol extenso e abrangente de imunobiológicos.

 

No entanto, a alta taxa de cobertura vacinal para diversas doenças tem caído de forma acelerada nos últimos anos, colocando a Saúde em alerta. 

 

“O Programa de Imunizações foi tão bem-sucedido ao longo dos anos que conseguiu erradicar, eliminar e controlar doenças, e isso fez com que elas desaparecessem ou diminuíssem drasticamente. Sendo assim, muitas pessoas passaram a acreditar que determinadas doenças não existiam mais e descuidaram da vacinação”, disse a coordenadora.

 

Danielle Grillo ressaltou que as vacinas são um dos mecanismos mais eficazes na defesa do organismo contra agentes infecciosos e bacterianos, e consiste na proteção do corpo por meio de resistências às doenças que o atingiriam. “As vacinas são produzidas por substâncias e microrganismos inativados ou atenuados que são introduzidos no organismo para estimular a reação do sistema imunológico quando em contato com um agente causador de doenças”, explicou.

 

Além disso, a disseminação de informações falsas sobre vacinas nas redes sociais dificulta o processo de imunização das pessoas. Frases como “A vacina é mortal”; “Essas doses já mataram milhares”; “Não vacine seus filhos. É um risco”, têm sido amplamente compartilhadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. 

 

Danielle Grillo ressalta que essas informações são infundadas, mentirosas e apelativas, e colocam a saúde da população em risco.

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