segunda-feira,
16 de março de 2026

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Mais um dia sem PM no Sul: acordo anunciado pelo governo falha

“O dia amanheceu acinzentado em Cachoeiro, atípico como tem sido a semana sangrenta no Espírito Santo”

O dia amanheceu acinzentado em Cachoeiro, no Sul do Estado. Uma névoa atípica – como também tem sido a semana cinzenta e sangrenta no Espírito Santo – diminuía a visibilidade. Logo se dissipou. Assim como a esperança dos cachoeirenses de que a greve da Polícia Militar, que já possibilitou o assassinato de mais de 120 pessoas no território capixaba.

O acordo fechado na véspera entre o Governo do Espírito Santo e as associações militares, que legalmente representam os policiais, não foi cumprido. O prazo terminou às 7h00 deste sábado (11). As mulheres dos militares capixabas não aceitaram deixar que os maridos saíssem para proteger e servir a sociedade capixaba.

Não acham razoável que os policiais retornem ao trabalho sem o reajuste – pedem 43% -, que o Estado tem negado reiteradamente em respeito aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, nas palavras das autoridades.

O governo tem pressionado com medidas duras contra as mulheres, que serão processadas, embora se saiba que não é a presença delas a razão da paralisação, e contra os insubordinados, já são 703 que poderão ser expulsos e até presos por 20 anos.

Mas, nem a promessa de avaliação quadrimestral ou de que ninguém que ainda não tenha sido indiciado por revolta e voltasse ao trabalho seria punido disciplinarmente foram suficientes para restabelecer a normalidade.

Sem a polícia na rua, a Guarda Municipal, desarmada pela Justiça em tempos de paz e armada por ordem do mesmo juiz quando a coisa degringolou, cumpre papel importante de devolver a situação de segurança em Cachoeiro. O Comércio complementa, com a contratação de escolta armada.

A situação deve melhorar hoje pela manhã, quando chegam 120 militares do Exército que vão se estabelecer em Cachoeiro. Terão como base um dos platores da Viação Itapemirim, cedido pelo empresário Camilo Cola, um dos praças da Força Expedicionária Brasileira, na segunda Guerra Mundial.

Em Cachoeiro, apesar de tudo, o sol superou a densa névoa. E a população parece, aos poucos, superar o medo. Muitas pessoas saíram nesta manhã de sábado. O comércio já funciona normalmente. Até a loja Ricardo Eletro – saqueada duas vezes no início da semana abriu as portas hoje. Os cachoeirenses vão se habituando à vida sem a PM. Cansaram de ser reféns.

Em Vargem Alta, os policiais militares do 3º Pelotão, estão realizando ronda a pé na sede do Município.

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