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| Foto: Divulgação |
Redação
O município de Presidente Kennedy, no litoral sul do Estado tem um dos povos mais pobres, e por outro lado um dos cofres com mais dinheiro estocado nos bancos estaduais. Ou seja, Prefeitura rica em arrecadação, porém, com má gestão e gestores marcados por escândalos de corrupção.
Primeiro, “Operação Lee Oswald”, envolvendo o ex-prefeito cassado, Reginaldo Quinta, que foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) à inabilitação do exercício de cargo em comissão ou função de confiança.
Agora, a sobrinha do Reginaldo Quinta, a prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PSDB), uma das cinco pessoas que foram presas na Operação Rubi do Ministério Público do Espírito, deflagrada nesta quarta-feira (8).
Segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), Amanda foi presa em flagrante no momento em que participava de uma reunião com empresários e agentes públicos na casa dela, onde receberia propina.
A operação consiste, inicialmente, no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, cinco mandados de afastamento funcional de agentes públicos e 11 mandados de proibição de acesso às dependências de órgãos públicos.
Também estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão pelos agentes do Gaeco, sendo nove em Presidente Kennedy, cinco em Marataízes, dois em Jaguaré, um em Piúma, um em Cachoeiro de Itapemirim, um em Linhares, um em Jerônimo Monteiro, dois na Grande Vitória e dois no Estado do Rio de Janeiro, emitidos pelo juízo da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. Residência de investigados e dependências de órgãos públicos e de empresas suspeitas de integrar o esquema são os alvos das ações.
As investigações colheram fortes indícios do envolvimento de agentes políticos e servidores municipais no recebimento de propina de empresários dos ramos de limpeza pública e transporte coletivo como contraprestação a benefícios financeiros em licitações e contratos e possível enriquecimento indevido dos envolvidos.
Ao todo, cinco membros do Ministério Público (um procurador de Justiça e quatro promotores de Justiça) coordenam os trabalhos, auxiliados por 22 agentes do Gaeco e por policiais militares. A partir da agora vão analisar documentos, computadores, dados e depoimentos de investigados e testemunhas que serão colhidos nas próximas semanas.
Os crimes investigados estão previstos no Dec-Lei nº 201/67, na lei nº 12.850/13 (organização criminosa), lei nº 8.666/93 (fraude em licitações), Lei n. 9.613/98 (lavagem de dinheiro), além de corrupção ativa, passiva e falsidade documental.
Sobre a prisão da prefeita, a assessoria de Amanda informou que a defesa dela só vai se pronunciar após o resultado da audiência de custódia, que acontece nesta quinta-feira (9).
O subprocurador-geral de Justiça Judicial do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), Josemar Moreira, e promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concederão entrevista coletiva hoje para apresentar mais detalhes da Operação Rubi, deflagrada ontem.


