Redação
Homens suspeitos de agressão contra mulheres, estupros e feminicídios foram presos no Espírito Santo, nesta quinta-feira (16), durante a “Operação Marias 3”, coordenada pela Polícia Civil. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de prisão e busca e apreensão e entre os detidos estão 13 por descumprimento de medida protetiva, quatro por lesão corporal, dois por ameaça e três por estupro.
Os mandados foram cumpridos na Região Metropolitana e também em Conceição da Barra, Piúma, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz e Venda Nova do Imigrante.
“Com esse trabalho proativo de retirar do convívio social esses homens que estão agredindo suas mulheres, certamente, nós vamos impactar na redução dos crimes de violência doméstica em nosso Estado”, destacou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.
Entre os presos, a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-DEAM), delegada Cláudia Dematté, destacou a prisão de um homem de 26 anos, detido em Viana. “Ele não aceitava o fim do relacionamento. A companheira dele chegou a se mudar do Estado diante das ameaças, e ao retornar, acreditando que a situação estava mais tranquila, ele passou a ameaçá-la novamente. Diante disso, ela procurou a Delegacia da Mulher do município e pediu a medida protetiva que foi, prontamente, concedida pela Justiça. Mesmo assim, o suspeito continuou com as ameaças, inclusive dizia que colocaria fogo na casa dela e que mataria os familiares da vítima. Diante dessa situação, ela procurou a Delegacia novamente, foi expedido o mandado de prisão contra ele, o qual foi cumprido hoje”, explicou.
A ação envolveu 60 policiais civis das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam’s) de todo o Estado, da Superintendência de Inteligência e Ações Estratégicas (SIAE), por meio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (SUPIC) e da Divisão Especializada da Região Metropolitana (DIV-DERM).
“Nosso recado é claro e nós continuaremos agindo com todo o rigor. A violência contra mulher é inadmissível e inaceitável”, afirmou à delegada.


