quinta-feira,
14 de maio de 2026

Polícia

Polícia Civil apresenta resultados da investigação sobre assassinato de policial militar na Serra

Foto: PCES

 

Redação

 

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra prendeu, entre os meses de março e junho, quatro homens suspeitos de terem assassinado o policial militar Fernando da Cruz Comper, de 33 anos. O militar foi morto no dia 09 de fevereiro deste ano, em frente a um supermercado em Nova Carapina II, também na Serra. Os resultados da investigação e detalhes sobre as prisões foram divulgados em entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (07), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.

 

Vitima: policial militar Fernando da Cruz Comper, de 33 anos

 

No decorrer da investigação, que durou cerca de quatro meses, foram identificados e presos os quatro indivíduos que tiveram participação no crime. O primeiro a ser detido foi o Luiz Felipe de Oliveira Tancredo de 21 anos, preso no dia 22 de março deste ano, no bairro Nova Carapina. Ele foi o responsável por dirigir o veículo utilizado no crime.

 

Luiz Felipe de Oliveira Tancredo (21 anos), foi o responsável por dirigir o veículo utilizado no crime, ou seja, levar os executores no local do crime e dar fuga a eles. Preso pela DHPP Serra na data de 22/03/2022, no Bairro Nova Carapina II, Serra/ES.

 

Já no dia 12 maio passado, foi preso pela equipe da DHPP da Serra, no distrito de Santa Rosa, em Aracruz, o segundo suspeito: Willian Ferreira Moraes, de 25 anos. Ele é integrante do tráfico de drogas nos bairros Pitanga, na Serra. O suspeito foi quem atirou na vítima.

 

Willian Ferreira Moraes (25 anos), integrante do tráfico de drogas nos Bairros Pitanga, Serra/ES, Direção, Fundão/ES e Distrito de Santa Rosa, Aracruz/ES, participou da execução do crime e foi o responsável por efetuar o disparo de arma de fogo que ocasionou o óbito da vítima. Preso pela DHPP Serra na data de 12/05/2022, no Distrito de Santa Rosa, Aracruz/ES.

 

O terceiro a ser preso, pela DHPP da Serra, no bairro Pitanga, no dia 24 de maio, foi Nemias Siqueira Cassimiro, de 22 anos, que também é integrante do tráfico de drogas no bairro Pitanga. Ele foi o responsável por subtrair a arma de fogo do policial militar.

 

Nemias Siqueira Cassimiro (22 anos), integrante do tráfico de drogas no Bairro Pitanga, Serra/ES, participou da execução do crime e foi o responsável por subtrair a arma de fogo da vítima. Preso pela DHPP Serra na data de 24/05/2022, no Bairro Pitanga, Serra.

 

E o último a ser preso foi Vinícius Florêncio dos Santos, de 27 anos. Ele era o atual chefe do tráfico do bairro Pitanga e foi o mandante e articulador do assassinato do policial militar, fornecendo as armas utilizadas no crime. O suspeito foi preso com uma das armas utilizadas no crime, no dia 04 de junho deste ano, no bairro Pitanga.

 

Vinícius Florêncio dos Santos (27 anos), atual chefe do tráfico no Bairro Pitanga, Serra/ES, foi o mandante e articulador do crime, bem como forneceu as armas utilizadas no crime.Preso pela DHPP Serra com uma das armas utilizadas no crime, na data de 04/06/2022, no bairro Pitanga, Serra/ES.

 

No dia do crime, os quatro indivíduos estavam a bordo de um veículo, passaram em frente a um supermercado e confirmaram que o policial militar se encontrava no local. Após essa confirmação, Luiz Felipe estacionou o carro próximo ao estabelecimento comercial, momento que William e Nemias desembarcaram do veículo e foram caminhando em direção à vítima. Willian sacou um revólver de calibre.38 e efetuou um disparo, atingindo a testa do policial que caiu ao chão. Já Nemias, se aproximou do corpo da vítima e subtraiu a arma que estava na cintura da vítima. Após o crime, os quatro se evadiram do local a bordo do mesmo veículo.

 

De acordo com o titular da DHPP da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, a motivação do crime é relativa a uma forma de vingança pela morte do primo de Vinícius Florêncio dos Santos, de 27 anos, que foi morto em uma blitz da Polícia Militar (PMES), no dia 28 de maio de 2021, no bairro Central Carapina, na Serra.

 

“Após este fato, Vinícius dizia para todos que iria se vingar da morte do seu primo, matando um policial militar, não informando quem seria a vítima. O policial militar foi escolhido por Vinícius, por ele já ter residido no bairro Pitanga e porque o suspeito conhecia a rotina da vítima e também por ser uma pessoa tranquila, que não oferecia riscos para a integridade física dos executores”, explicou Sandi Mori.

 

O delegado disse ainda que o policial militar era uma pessoa íntegra, honesta e trabalhadora, nunca teve conduta que prejudicasse a sua imagem na Polícia Militar, sendo morto de maneira covarde pelos quatro indivíduos. “Ações como estas não serão toleradas no Espírito Santo, a resposta foi dada de forma rápida, servindo de exemplo para deixar claro que caso ocorra atentados contra agentes de segurança pública, a resposta será efetiva e imediata”, afirmou Rodrigo Sandi Mori.

 

O resultado do Inquérito Policial (IP) constatou que os criminosos efetuaram uma tentativa de delito, em desfavor da instituição da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (PMES). Todos tinham mandados de prisão em aberto e são réus em ação penal que tramita no Poder Judiciário por homicídio qualificado por motivo torpe, ao impossibilitar a defesa da vítima e furto qualificado. Os suspeitos foram encaminhados para a unidade prisional, ficando à disposição da Justiça.

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