domingo,
31 de agosto de 2025

Política

Em defesa do mármore e granito, Ferraço apela a Trump contra tarifa de 50% e alerta para “impacto devastador”

“Em carta enviada à Casa Branca, prefeito de Cachoeiro de Itapemirim destaca a importância vital do mercado americano para a economia local e propõe diálogo para evitar crise no setor de rochas ornamentais”.

Redação

Em uma iniciativa diplomática de grande relevância para a economia do Sul do Espírito Santo, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço, enviou uma carta oficial ao presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump. No documento, datado desta terça-feira (15), Ferraço faz um apelo veemente pela reconsideração de uma proposta de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alertando para as “consequências econômicas devastadoras” que a medida traria ao principal polo de rochas ornamentais do Brasil.

Na correspondência, o prefeito ressalta que Cachoeiro de Itapemirim, conhecido por ser o berço de figuras como Roberto Carlos e Rubem Braga, é também o epicentro da indústria de mármore e granito do país. A cidade abriga cerca de 600 empresas e gera mais de 6.500 empregos diretos no setor. O mercado norte-americano é o destino de 56,3% das exportações de rochas da região, o que o torna um parceiro comercial indispensável para a sustentabilidade de centenas de negócios e milhares de famílias.

“A imposição de uma tarifa desta magnitude teria consequências econômicas devastadoras e imediatas para nossa cidade”, afirma o prefeito na carta.

Ferraço argumenta que os efeitos negativos não seriam unilaterais. Segundo ele, a taxação resultaria em um aumento expressivo de custos para o setor da construção civil e para os distribuidores nos Estados Unidos, afetando diretamente consumidores e empresas americanas. O prefeito adverte que a medida arrisca “desestabilizar um mercado que foi construído sobre décadas de confiança e cooperação mútua”, interrompendo uma cadeia de suprimentos consolidada e prejudicando ambos os lados da parceria comercial.

Reconhecendo a soberania de cada nação para definir suas políticas, Ferraço propõe uma abordagem colaborativa em vez de uma medida punitiva.

“Acreditamos firmemente que o diálogo construtivo pode levar a soluções mutuamente benéficas, preservando os laços econômicos e humanos que unem nossos povos”, destaca o documento.

Ao final, o prefeito se coloca à disposição para facilitar uma audiência entre os representantes do governo americano e uma delegação de líderes empresariais de Cachoeiro, a fim de aprofundar a discussão e apresentar pessoalmente as perspectivas do setor. A carta termina com um apelo à liderança de Trump para uma “reavaliação criteriosa” da política, reforçando que a estabilidade de milhares de empregos está em jogo.

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