quarta-feira,
07 de janeiro de 2026

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Inicia temporada de alta produção de de copos-de-leite na comunidade São Brás em Alfredo Chaves

Ao passar pela comunidade de São Brás, no interior de Alfredo Chaves, neste período, os visitantes irão pensar que há campos cobertos por neve. Não é por causa da baixa temperatura, que chega a menos de 3ºC, mas sim pelos plantios de copos-de-leite, uma flor muito procurada por decoradores para ornamentar festas e igrejas.

Cerca de 20 famílias do clã Mion, em São Brás, estão empenhadas na produção de copos-de-leite. A flor está na etapa de alta produção e eles colhem aproximadamente quatro mil dúzias por semana. Há 17 anos o cultivo ajuda a renda das famílias que produzem ainda café e morango. Produtores abriram as porteiras para receber visitantes e compradores.

A agricultora Tereza Machado Mion, 65, conta que há quinze anos iniciou o plantio da flor para embelezar o quintal e depois foi cultivando novas mudas e hoje todo o clã vislumbra com a beleza da flor e ainda complementa a renda das suas famílias. “Hoje toda a nossa família está empenhada no cultivo e dedicamos o resto do tempo para cultivar café e morango”, disse Terezinha, como é mais conhecida na comunidade.

Numa área com um pouco maior que 10 mil metros quadrados as flores formam um lindo canteiro que encanta quem passa pela região. “Tem domingo que muitas pessoas param com o carro aqui próximo e ficam da estrada fotografando”, contou a senhora Verônica Favato Mion.

O período de alta produção inicia em maio e se estende até novembro, época que os familiares colhem mais de quatro mil dúzias da flor toda semana. Nos demais meses são colhidas uma média de 500 dúzias semanais. “No mês de agosto é um mês de farta produção e pouca procura, pois quase não há casamentos. Precisamos colher as flores para limpeza das plantas e descartá-las”, lamenta Terezinha. Por ano, em média, são colhidas cerca de 60 mil dúzias da flor. “Em agosto vendemos muito pouco, as flores são perdidas. Agosto é o mês do desgosto”, brinca a agricultora.

Grande parte da produção é vendida para uma empresa de Vila Velha que encaminha para São Paulo, o restante é comercializada para floriculturas e moradores da região. Os agricultores não estão satisfeitos com o preço estipulado pelos compradores. Nesse período, eles vedem a dúzia a R$ 2,00. “Temos trabalho para limpeza da área plantada e adubação das plantas”, mencionou Juvelina Mion, computando que o preço não está satisfatório.

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