Rayane Berger morreu em acidente de carro – Foto: Arquivo Pessoal
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Um médico foi preso suspeito de ser o responsável pela morte da pedagoga Rayane Luiza Berger, de 23 anos, na cidade de Santa Maria de Jetibá, região Serrana do Espírito Santo. O delegado da cidade já havia pedido a prisão preventiva dele em dezembro do ano passado, mas ele foi detido por policiais civis nesta sexta-feira (28).As informações são do G1ES.
Rayane morreu no dia 6 de junho de 2015. A prisão é uma reviravolta no caso, que inicialmente foi tratado como um acidente de trânsito. O carro que a jovem estava foi encontrado submerso em um rio, próximo ao distrito de Alto Rio Posmosser. Quando os bombeiros chegaram, ela já estava sem vida.
As causas do acidente começaram a ser apuradas e, através de exame, foi encontrado o medicamento Midazolam no sangue da jovem. Em um acesso rápido a bula do remédio na internet, é possível ler que ele tem "um efeito sedativo e indutor do sono muito rápido, de pronunciada intensidade".
A mãe de Rayane, Clarice Berger, contou para o G1ES que a quantidade apontada no laudo era letal, mas que inicialmente não desconfiou do namorado da filha. "Ele leu um texto lindo no velório dela. Depois da morte, também continuou frequentando na nossa casa, lamentando a perda da Rayane", lembrou.
Mas pessoas que haviam visto o casal no dia da morte da jovem começaram a procurar a família. Por volta das 20h, ela estava em uma lanchonete de Santa Maria com o namorado.
"Algumas testemunhas me falaram que viram o doutor Celso colocando alguma coisa na bebida da minha filha quando eles foram lanchar, na noite que ela foi encontrada morta. Fiquei em cima do investigador para verem essa possibilidade", contou.
A polícia começou a monitorar o que a jovem havia feito antes de ser encontrada morta, e através de imagens de videomonitoramento, foi possível ver que uma pessoa com camisa branca estava dirigindo o carro de Rayane, com a vítima desacordada no banco do carona. "Outras imagens mostram que o doutor Celso estava com camisa branca naquele dia", contou a mãe para o G1ES.



