terça-feira,
21 de abril de 2026

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Município de Vargem Alta foi um dos primeiros a acabar com lixão

Rael Sérgio.

De acordo com o Ministério Público do Estado, 56 municípios já conseguem enviar o lixo doméstico para aterros sanitários, que são áreas devidamente licenciadas, legalizadas e preparadas para receber resíduos sólidos com um menor impacto ambiental.

O prazo para os municípios fecharem os lixões e darem ao lixo a destinação ambientalmente correta, segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, acabou no inicio deste mês. Mas, dos 78 municípios capixabas, oito ainda têm lixão e 22 não conseguiram atender a todas as determinações da Lei Federal nº 12.305, de 2010, que instituiu a política, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPES).

Carência de conhecimento técnico e altos custos para adequação são as principais justificativas dos municípios, menos o de Vargem Alta que vem sendo referência, entre os municípios do Estado. No inicio deste ano, a Prefeitura Municipal foi uma das primeiras a assinar o contrato com uma empresa para transportar todo o lixo produzido no município em um aterro sanitário licenciado no município de Cachoeiro de Itapemirim.

Para os moradores de Jaciguá, e principalmente a comunidade Boa Esperança, zona rural do município, o lixão incomodava cerca de 13 anos. Segundo eles, o mau-cheiro e os insetos eram o principal problema da região. “Agora estamos aliviados”, disseram os moradores.

De acordo com a Secretária Municipal de Obras, à área que estava sendo utilizada para o depósito de lixo em Boa Esperança, vem sendo recuperada. O secretário de obras, Solim Demartini, explicou que a prefeitura está investindo cerca de R$15 mil para transportar os resíduos para um aterro sanitário licenciado, fora do município.

Solim pontuou ainda que a parceria com o governo do Estado com o “Programa ES Sem Lixão”, com a entrega de um novo caminhão coletor de lixo, foi fundamental para facilitar o transporte do lixo.

Já o prefeito Bosquinho disse que a medida foi estudada para que o município pudesse se adequar às exigências dos órgãos de meio ambiente, sem que comprometesse o orçamento do município.

“Estamos trabalhando para atender aos anseios da população. Não fui eu que criei o lixão, porém, como prefeito, tinha que resolver o problema e atender a expectativa da comunidade daquela região que sofria com este descaso”, contou

 

 

 

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