quarta-feira,
15 de abril de 2026

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Vereador Júlio Pequiá é acusado de tentativa de homicídio em Domingos Martins

O vereador Júlio Maria dos Santos (PSB), o Pequiá, é acusado de agredir a golpes de facão um lavrador 49 anos na tarde deste sábado (6), na localidade de Soído de Cima, zona rural de Domingos Martins, na região Serrana do Estado. A vítima Abel Batista de Oliveira, que é vizinho do vereador, teria sofrido cortes no nariz, pescoço e costas, foi socorrido para um hospital da região e passa bem.

O filho da vítima, o operador de retroescavadeira Thiago Souza de Oliveira, de 23 anos, contou que o pai tinha ido a um bar para conversar com o proprietário, quando viu o vereador em um bar ao lado e decidiu cobrar uma dívida no valor de R$ 500.

“Meu pai é lavrador, mas faz uns serviços como pedreiro. Há mais ou menos um ano ele prestou esse serviço, mas ficou faltando esse valor”, contou o filho.

Sem receber resposta positiva, a vítima foi tentar sair do estabelecimento quando começou a receber os golpes. “Ele puxou papai de cima da moto e começou a bater”, disse Thiago.

O filho ainda contou que o pai teve cortes no nariz e no pescoço. “Se tivesse sido mais embaixo teria matado, porque pegou muito perto da jugular. Meu pai também teve corte nas costas e ficou com várias marcas vermelhas por apanhou de prancha do facão”, contou.

Após as agressões, a vítima teria deixado o local e voltado para casa, familiares acionaram a polícia e o levaram para um hospital da região, onde ele recebeu atendimento e foi liberado.

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Em seguida, eles foram levados até a delegacia de Domingos Martins, de onde seguiram para a Delegacia Regional de Plantão de Venda Nova, que atendeu a ocorrência e colheu os depoimentos.

De acordo com o delegado Carlos Henrique Simões, que ouviu os envolvidos, em depoimento o vereador não negou as agressões e disse que o motivo seria uma provocação por parte da vítima. Ele também negou que devia qualquer valor ao lavrador.

O delegado ainda contou que, segundo o parlamentar, os dois envolvidos já possuem um desentendimento antigo. O vereador Pequiá assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

Segundo o delegado, o vereador deve responder por crime de lesão corporal.

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