segunda-feira,
30 de março de 2026

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Cabeleireira vive há sete anos com agulha quebrada na coluna? no Sul do Estado

Alessandro de Paula/Notícia Capixaba

Médico deixa agulha na coluna de paciente

Há sete anos, uma cabeleireira de Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado, é obrigada a conviver com uma agulha presa em sua coluna, desde que ela passou por uma cirurgia para tratamento de endometriose.

Rosane Neves Felipe explica que sofre dores constantes e, para combatê-las, faz uso de medicamentos fortes. Há três anos teve que fechar o salão e precisa de ajuda para sair de casa, em função das dores. Também sente tonturas causadas pelos remédios.

Segundo Rosane, a cirurgia foi realizada no Hospital Evangélico em 2008. A agulha teria quebrado no momento em que o anestesista foi injetar o anestésico em sua coluna. “Eu senti uma forte dor. E daquele instante em diante nunca deixei de sentir dor”, explicou.

Ressonância

Ela explicou que o problema da endometriose foi resolvido, mas as dores na coluna aumentavam a cada dia. “Pensava que poderia ser resultado do tratamento, ou da minha profissão. Nunca imaginei que havia uma agulha presa na coluna”, disse.

Após passar por vários especialistas em Cachoeiro, só em 2012 um ortopedista descobriu a agulha. A descoberta foi confirmada por um neurologista de Vitória. Mesmo assim, explicou, o hospital se negou a ajudá-la.

“Tudo era particular. Estava ficando sem dinheiro e em março de 2015 acionei a Justiça”, disse Rosane. Só a partir daí, relatou, que o hospital passou a custear despesas com exames, consultas e viagens.

Em setembro, ela chegou agendar cirurgia, que seria custeada pelo hospital. Porém, segundo Rosane, à véspera da operação, a instituição conseguiu suspender o tratamento por meio de embargo judicial.

Agora, para conseguir operar ela depende de passar por perícia. “Queria ter minha vida de volta ao que era antes. O que me mantém de pé até hoje é a fé que serei curada”, disse.

“A gente acompanha o sofrimento dela desde o início. Ela tinha uma vida normal, uma profissão. Gostava de trabalhar. Hoje, não podemos deixá-la sair sozinha na rua, pois as vezes a perna enfraquece e ela cai. Modificou a vida da gente”, disse o marido, o confeiteiro Luiz Carlos Felipe, 52

A reportagem procurou o Hospital Evangélico, pedindo posicionamento a respeito do problema da cabeleireira. Foi questionado ainda se a instituição tomou alguma medida com relação ao anestesista que atendeu a paciente e o motivo da demora em resolver a situação de Rosane.

No entanto, o hospital se posicionou apenas por meio de nota dizendo que o caso está na esfera jurídica e que a justiça é que irá marcar perícia. A partir daí o resultado será encaminhado ao Tribunal de Justiça que definirá a necessidade de cirurgia. Os demais questionamentos não foram respondidos

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