domingo,
22 de março de 2026

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Empresário mata funcionário após briga e depois se suicida em Soturno

Alissandra Mendes/Folha Vitória/Notícia Capixaba

Uma tragédia chocou os moradores do distrito de Soturno, zona rural de Cachoeiro de Itapemirim, na manhã deste sábado (25). Um empresário matou um funcionário a tiros após uma discussão no interior da empresa e se matou em seguida com um tiro na cabeça. O crime aconteceu por volta das 10h40 na empresa Bramar, situada em um local conhecido como ‘Buraco da Sapo’.

O empresário do ramo de rochas ornamentais, Jovercino de Assis Garcia, 59 anos, conhecido como ‘Socó’, que residia no distrito de Gironda, matou a tiros o funcionário Hermiro dos Santos Fraga, de 48 anos, que residia na localidade de Sambra, também em Soturno. Moradores da região, contaram que alvo seria outro funcionário da empresa, que conseguiu fugir.

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“Eu estava em casa e as crianças brincando no quintal quando ouvi os tiros. Foram quatro tiros. Quando olhei, vi o ‘Socó’ correndo aqui pelo quintal com uma arma na mão atrás de outro funcionário. No momento, só consegui pensar nas crianças e gritei para elas saíssem do quintal”, comenta a dona de casa Ângela dos Sntos Nascimento, que mora ao lado da empresa.

Ainda, segundo Ângela, a motivação do crime seria uma dívida trabalhista de ‘Socó’ com o outro funcionário. “O Hermiro estava trabalhando e o ‘Socó’ estava na empresa quando esse funcionário chegou. Ele tinha uma dívida para receber do Juvercino e chegou com um papel na mão e começaram a brigar. Quando o ‘Socó’ sacou a arma, o Hermiro foi tentar acalmar os ânimos e pediu para que o patrão não atirasse para não se arrepender depois, mas ele acabou baleado”, continua a dona de casa.

Um familiar do empresário que estava no local e preferiu não se identificar, disse que a confusão teria sido por uma troca de cargos na empresa. “Ele era funcionário e estava chateado porque o ‘Socó’ deu um cargo melhor para o outro colega. Ninguém tinha problema na Justiça’, comenta.

De acordo com informações da Polícia Militar, o Ciodes foi acionado para atender, a princípio, uma ocorrência de uma tentativa de homicídio no interior da empresa. Somente no local, os policiais constataram que a vítima estava morta. A motivação não foi passada pela PM, que disse que somente a Polícia Civil poderá investigar as causas do assassinato.

Fuga

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Após o assassinato de Hermiro, ‘Socó’ perseguiu o outro funcionário, mas o perdeu de vista. “Quando vi o funcionário correndo, temi pela vida dele. Ele ia levar um tiro pelas costas, mas o ‘Socó’ não conseguiu alcançá-lo. O ‘Socó’ voltou para a empresa, permaneceu no local por cerca de quatro minutos, pegou o carro e saiu”, disse a dona de casa Elisângela Souza Cordeiro.

Depois que o empresário deixou o local, os vizinhos da marmoraria foram até o local. Ângela chegou a ir até a casa do filho da vítima, que reside próximo ao local, mas foi informada que ele estava em Cachoeiro de Itapemirim. “Quando voltei, ele deu o último suspiro. O Hermiro era uma pessoa muito boa, tinha muitos amigos, não merecia esse fim”, completa a dona de casa.

Ao chegar no local e constatar a morte, a PM fez um cerco pela região para localizar ‘Socó’, que deixou o local em uma Saveiro, de cor vermelha, placa MPK-8671. Instantes depois, os militares receberam um chamado de um acidente envolvendo um veículo com as mesmas características.

‘Socó’ seguia pela Rodovia ES 164, no sentido Cachoeiro de Itapemirim x Vargem Alta, quando na altura da localidade de Garganta de Soturno, já na serra, efetuou um disparo contra a própria cabeça com o veículo em movimento. Após o crime, ele invadiu a contramão e parou depois de bater em uma contenção às margens da Rodovia.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar no local já encontrou ‘Socó’ sem vida. A arma usada no crime do funcionário e na própria morte, um revólver calibre 38, foi encontrada no interior do veículo. O local foi isolado até a chegada da Perícia, mas o trânsito não precisou ser interrompido.

A Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cachoeiro de Itapemirim vai investigar o caso. Os corpos de Hemiro e Juvercino foram encaminhados ao Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim.

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