domingo,
31 de agosto de 2025

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Obra da BR 262 só sairá sem duplicação completa

“A duplicação do trecho de 51 quilômetros da BR 262 é promessa de 2006”

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), admitiu nesta quarta-feira (29), em coletiva no Palácio Anchieta, que o governo federal deve propor um projeto mais modesto para a concessão da BR 262, estrada que liga o Estado a Minas Gerais.

Hartung esteve na última terça-feira com o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Infraestrutura, Moreira Franco, e com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos. Na reunião foi discutida a substituição do modelo, que prevê a duplicação de toda a rodovia e está emperrado desde 2013, por um projeto em que apenas os trechos com maior tráfego de veículos sejam duplicados.

Sem agradar as empresas concessionárias, a antiga proposta chegou a ir a leilão, mas nenhum concorrente se interessou pelo projeto. A duplicação e a melhoria da BR 262 são tratadas como uma grande resolução para eliminar o gargalo na infraestrutura do Estado.

“Esse projeto de duplicação de ponta a ponta era inviável economicamente. Estamos discutindo agora um projeto de criação da terceira pista em trechos mais intensos. Nossa perspectiva é que esta mudança possa atrair mais investidores. Ainda não há nada definido, mas estamos caminhando para este novo modelo”, explica Hartung.

Ainda segundo o governador, o trecho que liga Viana ao distrito de Victor Hugo, em Marechal Floriano, deve ser um dos que serão duplicados. O percurso tem cerca de 51 quilômetros.

HISTÓRICO

Victor Hugo colocar na foto no nome da localidade                             Trecho da altura de Victor Hugo-Foto: site Notícia Capixaba

A duplicação do trecho de 51 quilômetros da BR 262 é promessa de 2006. Em 2013, o governo federal realizou leilão de concessão à iniciativa privada, mas não houve interessados devido às regras do edital. O Espírito Santo não aceitou o subsídio cruzado – pagar pedágio antes do início da obra em solo capixaba, pois a intervenção começaria por Minas Gerais. Ante o fracasso, as obras acabaram adiadas para 2014 e seriam realizadas com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), ou seja, dinheiro público.

No ano passado, chegou-se a cogitar a inclusão do trecho capixaba em um pacote de concessões que seriam repassados à iniciativa privada, mas, quando o pacote foi anunciado, a rodovia acabou ficando de fora. O novo projeto está sendo analisado pelo governo federal, mas não há prazo para que um novo edital seja lançado.

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