domingo,
19 de julho de 2026

Saúde

Após passar por cinco cirurgias e ficar mais de dois meses na Utin, Serra, bebê de Venda Nova deixa hospital

O bebê nos braços demonstrava que a família estava se despedindo do hospital. Depois de dois meses e 19 dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin) do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, Alice recebeu a tão sonhada alta hospitalar. Para a mãe, um verdadeiro milagre.

 

“Por muitas vezes pensamos que ela não sobreviveria. Todos os dias, lutávamos uma guerra pela vida da Alice. Ela nasceu com uma doença grave, precisou de cinco cirurgias e de cuidados especiais. Eu agradeço a Deus a oportunidade de ter vindo para este hospital, a assistência que recebemos aqui e a vitória da Alice”, completou Alline Lacerda, mãe da pequena paciente, que recebeu alta no último dia 19 de janeiro.

 

A família de Venda Nova do Imigrante foi encaminhada à Maternidade de Alto Risco do Hospital Estadual Dr. Jayme após descobrir, durante o pré-natal, que o feto apresentava o crescimento intrauterino restrito, ou seja, o bebê não se desenvolvia na barriga da mãe. Na unidade, a gravidez precisou ser interrompida e a Alice nasceu com enterocolite necrosante, uma doença que afeta o intestino causando perfuração, inflamações e até necrose de partes do intestino. (Foto: Secom/Sesa)

“A Alice apresentava muito baixo peso para a idade gestacional dela, por isso, a indicação era de uma cesárea de urgência. Ao nascer, descobrimos que a bebê tinha enterocolite necrosante, uma doença gastrointestinal grave. Doença de alto risco no período neonatal”, explicou a coordenadora da Utin do Hospital Dr. Jayme, a médica Silvia Louzada.

 

Com o diagnóstico, a equipe médica iniciou os cuidados necessários, incluindo cinco cirurgias pediátricas. Durante o tempo de internação, e por causa da gravidade do quadro, Alice apresentou ainda desconforto respiratório com a síndrome do pulmão úmido.

 

“Apesar de sermos profissionais da área, estudarmos os assuntos e entendermos que os procedimentos são os melhores para os pacientes, casos como o da Alice nos comovem muito. Ela precisou de inúmeras reabordagens cirúrgicas, ficou impossibilitada de se alimentar por 35 dias, situações difíceis, mas que no final ela conseguiu superar”, comemorou a médica coordenadora da Utin.

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