sexta-feira,
29 de maio de 2026

Saúde

Primeiro contágio pela dengue não garante imunidade aos quatro sorotipos da doença

Foto: Sesa

 

Redação

 

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos distintos. Entretanto, ao contrário do que muitos imaginam, o contágio não garante a imunização permanente para todos os tipos da doença e os sintomas podem se agravar nas infecções subsequentes.

 

O chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental, Roberto Laperriere Júnior, explicou que quando o indivíduo contrai a doença pela primeira vez ele fica definitivamente imune àquele sorotipo. Roberto explica também sobre a imunidade transitória. “Quando a doença é contraída pela primeira vez, há uma imunização permanente para aquele determinado sorotipo. Já a imunidade transitória é aquela que permite ao indivíduo a imunidade a todos os sorotipos, no período entre quatro a seis meses”, informou.

 

O profissional alerta que é preciso estar atento a possíveis novos contágios, uma vez que a cada nova contaminação o paciente está suscetível à doença de forma mais crítica, apresentando sinais de agravamento, como dores abdominais mais concentradas, náuseas, vômitos, sangramentos graves, plaquetopenia, extravasamento plasmático, hipotensão, choque hipovolêmico, podendo levar à morte.

 

Veja aqui o 30º boletim da dengue.

Veja aqui o 30º boletim de zika. 

Veja aqui o 30º boletim chikungunya. 

 

Por que existem quatro sorotipos?

 

O vírus da dengue é um arbovírus da família Flaviviridae, possuindo quatro sorotipos diferentes: DENV-1; DENV-2; DENV-3 e DENV-4. Eles são diferenciados pela formação genética e molecular.

 

Roberto Laperriere Júnior informou ainda que o vírus passa pelas mutações para se adaptar ao ambiente e buscar hospedeiros. “Com a criação de imunidade ao vírus por parte do organismo dos seres humanos, o vírus acaba passando por mutações para se manter viável o tempo inteiro no ambiente e continuar com os hospedeiros”, disse.

 

Como prevenir

 

Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, é necessário que cada cidadão se empenhe nesse processo, mantendo as calhas sempre limpas; as caixas d’água bem vedadas; verificando se não existe água acumulada nas lajes; escovando as bordas das vasilhas de água e comida de animais; descartando lixos, entulhos e pneus nos locais adequados, por exemplo.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site, e nos reservamos o direito de excluir. Não serão aceitos comentários que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira mais Notícias

Saúde

Vacina da gripe será liberada para toda a população acima de 6 meses a partir de sábado no ES

Saúde

Frio, banho quente e roupas guardadas: dermatologista alerta para os riscos do inverno à saúde da pele

Saúde

Cartórios de Notas do ES registram quase 500 manifestações de doação de órgãos em dois anos 

Saúde

Anvisa suspende venda de xarope por risco de arritmia grave

Saúde

Outono exige atenção redobrada com a saúde respiratória das crianças

Saúde

Cachoeiro confirma primeiro caso de Mpox, e prefeitura emite nota de esclarecimento sobre o caso

Saúde

Anvisa emite alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras

Saúde

Procon-ES alerta consumidores sobre venda irregular de “canetas emagrecedoras”