sábado,
09 de maio de 2026

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Livro revela como o ES alcançou 175 mil mulheres com políticas de proteção

Lançamento acontece em Vitória e detalha avanços no combate à violência doméstica no Estado

Redação

A violência contra a mulher é, hoje, um dos maiores desafios sociais do Espírito Santo. Mesmo assim, um sinal de mudança é revelado pelos dados: as vítimas estão rompendo o silêncio. Em 2025, a Polícia Civil registrou uma média de 200 ligações por dia para denunciar esse tipo de crime. Tal cenário impulsionou a estruturação de uma rede estadual que, nos últimos anos, alcançou a marca de 175 mil mulheres com ações que vão do acolhimento à autonomia financeira.

A estruturação da rede de atendimento, a criação da Secretaria Estadual das Mulheres e a expansão institucional para os municípios do interior são algumas das ações centrais para a proteção da mulher no Espírito Santo.

Em três anos, desde a criação da Secretaria das Mulheres, o Estado saltou de quatro para 40 Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs) instalados nos municípios, sendo estruturas com equipamentos, suporte técnico e formação para colocar em prática ações de proteção. Na ponta do atendimento direto, as 10 unidades dos Centros Margaridas, especializadas em orientação jurídica e psicológica para acolhimento de vítimas de violência, somaram 15 mil atendimentos.

A metodologia aplicada para alcançar esse cenário é um dos assuntos principais do livro “Jacqueline Moraes: Quando o incômodo vira política pública”, que será lançado no dia 8 de maio, em Vitória. A obra reúne análises e relatos da trajetória da ex-secretária de Estado das Mulheres e ex-vice-governadora, Jacqueline Moraes, que esteve à frente da consolidação dessas políticas.

“Sempre houve subnotificação da violência. Hoje, mais mulheres procuram o Estado porque se sentem mais encorajadas. A pauta feminina deixa de ser exclusiva da segurança pública para integrar áreas como saúde, assistência social e justiça. A repressão é necessária, mas insuficiente. É preciso uma rede sólida atuando de forma coordenada”, destaca Jacqueline.

Ela conta no livro que esse modelo começou a ganhar força ainda durante sua atuação como vice-governadora, entre 2019 e 2022. “A violência contra a mulher não é responsabilidade de uma pasta só. Ela atravessa todas as políticas públicas”, ressalta.

A obra também destaca que os Centros Margaridas aumentaram de quatro para 10 unidades no estado nos últimos anos e ainda aborda a articulação com municípios e órgãos do sistema de justiça. Essas ações contribuíram para ampliar o acesso aos serviços e estimular as denúncias.

Além disso, a publicação reúne a trajetória pessoal de Jacqueline, desde a infância até a atuação no governo, mostrando como experiências de vida – a exemplo da luta enquanto era camelô e militante dos direitos dos trabalhadores – influenciaram sua atuação na gestão pública.

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