terça-feira,
16 de dezembro de 2025

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Alunos da escola Emílio Oscar Hülle de Marechal participam de ação sobre Prevenção à Violência Doméstica

Fotos e informação do TJES

 

Na última quinta (13) e sexta-feira (14) a Escola Estadual Emílio Oscar Hülle, em Marechal Floriano, recebeu uma ação de conscientização sobre combate à Violência Contra a Mulher, promovida pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, por meio da Coordenadoria Estadual de Violência Doméstica e Familiar (COMVIDES) e da Central de Apoio Multidisciplinar de Cariacica, que atende aos casos da Comarca.

 

Nas paredes da escola, foram fixados cartazes ilustrados com o Violentômetro e Assediômetro, ferramentas que medem o grau de uma agressão, desde verbal ao homicídio, e permitem que a pessoa reflita se está vivendo um algum tipo de relacionamento abusivo.

 

Ao longo dos dois dias de ação, todos os professores e coordenadores utilizaram as camisetas da campanha #Não Se Cale. E cerca de 800 alunos de ensino fundamental e médio assistiram a palestras ministradas por psicólogos e assistentes sociais do Poder Judiciário, que esclareceram sobre a Lei Maria da Penha, os tipos de violência contra a mulher e suas consequências.

 

A psicóloga da Central de Apoio Multidisciplinar de Cariacica, Janaína Baptista Ferreira, explicou que os danos decorrentes da violência no namoro ou no casamento são tanto físicos como psicológicos: “Quem sofre violência pode apresentar depressão, isolamento, ansiedade, tentativa de suicídio, consumo de álcool e outras drogas”.

 

Como voz masculina do combate à Violência Contra a Mulher, o assistente Social Karino Oliveira Gomes, falou sobre as redes de apoio às vítimas e a importância de pedir ajuda. “As mulheres podem buscar ajuda na própria escola, nas delegacias, nas unidades de saúde, no CREAS, CRAS, Conselho Tutelar, e ainda pelos telefones da Polícia Militar (190), Central de Atendimento à Mulher (180) e no Disk 100.

 

Para a psicóloga Ivy Campanha de Araújo, a atuação do Poder Judiciário dentro das escolas representa um “compromisso ético e político de se engajar na transformação social, uma possibilidade de levar informação de qualidade aos jovens, para que possam ajudar a construir um mundo com mais igualdade, mais afeto nas relações, mais diálogo e menos violência”.

 

A ação de Combate a Violência Contra a Mulher foi solicitada ao Tribunal pela professora de História Karolline Schimmelpfenning Künsch, após detectar a necessidade de um trabalho de conscientização: “Recebemos relatos de alunas que sofrem ou vivenciam esse tipo de violência em seus lares. E essa ação sensibilizou e ensinou nossos educandos a saberem reconhecer as agressões na família e a procurarem ajuda”.

 

Ainda participaram da iniciativa, a diretora da Escola Lucelena Maria Fernandes, a pedagoga Eucineia Regina Muuler, a assistente social do TJES Neusyanne Rocha Carvalho e a servidora da COMVIDES Maria Inês Costa.

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