sábado,
30 de agosto de 2025

Polícia

Cadela é enforcada pelas próprias donas, colocada em um saco e jogada em estrada na zona rural de Castelo

Fotos: Divulgação

A corda que estava amarrada no pescoço da cadela foi entregue à Polícia Civil de Castelo, que apura se houve maus tratos

Alissandra Mendes

 

Um caso de maus-tratos contra animais mobilizou a polícia de Castelo, na manhã da última segunda-feira (19). Uma cadela da raça poodle foi enforcada pelas próprias donas, colocada em um saco e jogada em uma estrada na zona rural do município. Uma pessoa estranhou a atitude e ao averiguar o saco, encontrou a cachorra ainda com vida.

 

A Polícia Militar foi acionada e as mulheres foram identificadas, localizadas e levadas à Delegacia do município para prestar esclarecimentos. A ONG Patas Carentes de Castelo acompanhou o caso e levou a cadela para uma clínica veterinária, onde recebeu o tratamento necessário. Mas, o animal não resistiu aos maus tratos e morreu no fim da tarde do mesmo dia.

 

De acordo com a presidente, Lara Bicalho, as donas contaram que a cachorra estava doente. "Elas enforcaram a cadela e acharam que ela estava morta. Colocaram em um saco e jogaram em um terreno afastado. Um senhor viu e achou suspeito. Foi ver o que era e encontrou a cadela vida. Ele filmou o resgate, anotou a placa do veículo e entrou em contato com a ONG. Nós acionamos a Polícia Militar e elas foram levadas para a Delegacia", explica.

 

Lara, que é advogada, foi até a Delegacia e, segundo ela, as donas contaram que a cadela estava com um tumor no cérebro que explodiu fedia muito, e que também ela era acompanhada por um veterinário. Segundo o laudo do veterinário, a cadela estava com miíase no ouvido esquerdo, que significa bicho no ouvido, ou seja, bicho de varejeira que come o animal vivo, e também tinha tumor na mama. Pelo estado do animal, ela estava doente há meses e sem tratamento", continua a presidente.

 

"Elas não demonstraram arrependimento. Foi uma crueldade o que fizeram. Fizemos o boletim de ocorrência junto à Polícia Militar e foi aberto um inquérito criminal na Polícia Civil. Temos as provas dos maus tratos, como: a corda que estava no pescoço da cadela, fotos, vídeos e o laudo do médico veterinário que confirma o crime. Vamos entregar tudo à Polícia Civil", completa Lara.

 

Segundo o delegado de Castelo, Marcelo Meurer Ramos, a Polícia Civil vai apurar se os maus tratos realmente ocorreram. "Se de fato a denúncia de maus tratos for procedente, elas vão assinar um termo circunstanciado", conclui o delegado.

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