Na manhã de hoje (04) fiéis de Alfredo Chaves e visitantes subiram a pé um morro de 850 metros de altitude em Carolina para festejar a padroeira do Estado, Nossa Senhora da Penha. Lá foi construída há mais de cem anos uma capela em louvor a santa, que há décadas, todos os anos, recebe uma tradição peregrinação. A capela foi apelidada carinhoso de ‘Conventinho da Penha’.
Cerca de 300 fiéis lotaram o morro, onde festejaram a reforma da capela e inauguraram um cruzeiro de 11 metros de altitude, construído por famílias das comunidades de São Roque de Maravilha e Carolina. O padre Josemar Sten presidiu a missa e aspergiu água benta no cruzeiro e na capela recém reformada.
De acordo com os organizadores da reforma do ‘conventinho’, Emerson Pin e Felipe Pin, há cerca de um mês as famílias estão envolvidas no projeto de reforma da capelinha. “Estamos há um mês trabalhando para reformar o conventinho e instalar o cruzeiro”, disseram.
A moradora da sede de Alfredo Chaves Cleitiane Lima Rangel Wasen, 35, participou pela primeira vez da festa e disse que ficou emocionada. “Cansei para subir, mas o esforço valeu a pena. É uma capela simples, mas que nos emociona, principalmente sendo devota de Maria”, disse.
O casal Luciana e José Augusto Brunoro, de Vitória, também participou pela primeira vez da peregrinação. “Sempre via pela internet, mas somente este ano conseguimos vir. Ficamos hospedados em São Roque de Maravilha e hoje viemos conhecer essa maravilha. Estou encantada e emociada, disse Luciana.
O casal Luciana e José Augusto Brunoro -Foto: PAC
Moradores das comunidades de Carolina e São Roque de Maravilha, no interior de Alfredo Chaves, estão finalizando as obras de reforma do ‘Conventinho da Penha’,
O local também virou ponto turístico, apesar de só realizar uma celebração por ano, a capela é aberta diariamente para visitações.
De acordo com o proprietário de pousada da região, Cinésio Pin, 50 anos, a igrejinha foi edificada no começo do século passado por seu bisavô, Egistro Pinon, que veio da Itália e se hospedou na região com ajuda de moradores locais. “A primeira igrejinha era de pau-a-pique e depois de quarenta anos foi derrubada e construída outra de alvenaria que está erguida até hoje. O local começou ser bastante frequentado por moradores e turistas da região e ganhou o apelido de Conventinho da Penha”, conta.
Segundo Pin, o motivo exato da construção não se sabe, mas a família acredita que foi para professar a fé do patriarca da família e abençoar a região. No dia da festa, após a missa, acontece comercialização de pratos típicos e leilões. “É uma dia de festa, que as comunidades da região param para respeitar a santa e se confraternizarem”, disse.
No alto do morro, o popular Conventinho da Penha fica aberto diariamente para visitações. Há dois caminhos para chegar ao local, por Carolina, entre as pousadas Vale das Cachoeiras e Águas de Pinon e pela comunidade de São Roque de Maravilha.
No espaço próximo a capela foram construídos banheiros para dar mais estruturas aos romeiros e visitantes.


