quinta-feira,
14 de maio de 2026

Polícia

Crueldade: Ciclista implorou pela vida, pedindo para que o filho não o matasse, diz o delegado

Foto: PCES

 

Redação

 

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim, colheu novas informações sobre o caso do ciclista morto no município, no dia 28 de junho. Durante interrogatório realizado nesta quinta-feira (07), o filho da vítima deu novos detalhes sobre o crime, revelando à Polícia Civil que o crime foi premeditado e caindo em contradição em relação à versão que foi dada inicialmente.

 

"Segundo o filho da vítima, ele preparou uma jarra de suco de maracujá com 30 comprimidos de clonazepam dissolvidos e ofereceu para o pai, que voltou para a casa após um circuito de ciclismo. Após a vítima ingerir todo o conteúdo da jarra, a nora da vítima se dirigiu ao homem e perguntou se ela tinha permissão para matar o pai dele, afirmando que só o executaria mediante permissão", informou o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cachoeiro de Itapemirim, delegado Felipe Vivas.

 

O delegado disse que a permissão foi concedida e a mulher avançou contra a vítima, lhe desferindo um golpe na altura do peito, que não resultou em sua morte. "Após errar o golpe, a mulher disse para o marido dela executar a vítima, pois ele ainda estava vivo. Nesse momento, a vítima implorou pela vida, pedindo para que o filho não o matasse, porém, o pedido de piedade não foi suficiente e o homem desferiu mais seis golpes de faca no homem, no peito e nas costas. A nora da vítima finalizou dando um corte na jugular dele", contou Felipe Vivas.

 

Quando questionado sobre a motivação do crime, o suspeito respondeu que a esposa e ele tinham planejado o assassinato para ganhar uma herança que seria destinada ao filho do casal, visto que a esposa havia relatado que estava grávida. A suposta gravidez foi desmentida pela Polícia Civil, durante diligências realizadas para a prisão da suspeita. Após receber essa informação, o acusado disse que não sabia que ela estava mentindo. Ele também relatou que consideraram outros dois membros da família como alvos.

 

Após matar a vítima, o casal se dirigiu até a localidade de Estrela do Norte, em Castelo, onde atearam fogo no corpo. O suspeito contou que, após verificar que o cadáver estava totalmente incinerado, ele desferiu golpes contra o crânio para que este “desaparecesse”. Posteriormente, o casal voltou para Cachoeiro de Itapemirim e seguiu até uma padaria, onde tomaram café da manhã.

 

Ainda de acordo com o delegado Felipe Vivas, a frieza do casal assusta. “Na propriedade, eles colocaram o corpo em uma fossa seca, jogaram 3 litros de combustível no local e atearam fogo duas vezes. De manhã cedo, eles retornaram para o município e foram para a padaria tomar café. É uma frieza que assusta”, disse o delegado.

 

Ambos os suspeitos foram conduzidos até o Sistema Prisional, onde estão à disposição da Justiça. A investigação segue em andamento.

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