quinta-feira,
28 de maio de 2026

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Delegado de Vargem Alta identifica mais um suspeito da morte de enfermeira

Alissandra Mendes/Rael Sérgio.

A Polícia Civil de Vargem Alta identificou mais um envolvido na morte da enfermeira Mareilta Anjos dos Santos, 25 anos, ocorrido no dia 14 de junho de 2013. Um novo inquérito foi instaurado pelo delegado José Rafael Machado, identificando Valceir dos Santos.

Segundo o delegado, ele era apontado pela mandante do crime, Marilza Ferreira dos Santos Brito, presa no dia 15 de julho de 2013, como sendo um amigo que teria contratado o executor, Luiz Carlos dos Santos, para fazer uma reforma em sua residência em Cachoeiro de Itapemirim, no entanto, segundo a polícia, o álibi era falso.

“Nas diligências, descobrimos que Valceir estava residindo no norte do estado do Rio de Janeiro. Ao descobrir que era procurado, ele ligou para a delegacia e disse que iria se apresentar para esclarecer os fatos”, comentou o delegado. Valceir se apresentou nesta semana em Vargem Alta.

O interrogatório durou mais de sete horas e ele revelou detalhes importantes sobre o caso, que ajudou a polícia a elucidar o assassinato pela riqueza de detalhes.

Crime foi premeditado

Um dia antes do crime, Valceir saiu de Montanha, e Luiz Carlos, de São Mateus, no norte do estado, e foram para um hotel já reservado por Marilza. Ela forneceu aos dois um veículo GM Corsa Wind, e usando seu veículo, um Fiat Uno, acompanhou os dois até próximo de Canudal, propriedade rural onde Mareilta residia.

Ao chegar no local, Marilza entregou a arma do crime para os dois, um revólver calibre 38 com várias cápsulas. Luiz Carlos perguntou o que fazer se o companheiro da vítima estivesse em casa e Marilza teria dito que era para ‘assustar’ (matar) os dois.

Mareilta foi ameaçada com a arma por Luiz Carlos e forçada a tomar um remédio sonífero, em seguida, foi colocada no veículo. Eles seguiram para a estrada principal, que liga Vargem Alta à Cachoeiro de Itapemirim, passando inclusive pelo centro do município serrano. Ao entrar em uma estrada vicinal, Luiz Carlos, que estava no bando de trás do veículo, disparou um tiro contra a enfermeira. Depois, a pegou pelo pescoço e desferiu mais um disparo.

Depois do crime, eles ocultaram o cadáver. Luiz Carlos ficou com o celular e pertences da vítima. Eles retornaram à Cachoeiro de Itapemirim, onde comunicaram Marilza, e devolveram o veículo e arma usados no crime. Ela tentou presenteá-los com a arma, mas eles não quiseram. O veículo e arma não foram encontrados pela polícia. Denúncias apontaram que a acusada teria destruído o carro e arma.

Romance e favor

“Descobrimos que Marilza teve, na adolescência, um namoro com Valceir. Eles tentaram reatar tempos depois, justamente no período em que premeditava a morte da enfermeira”, continuou José Rafael Machado.

Valceir contou ao delegado que não conhecia Luiz Carlos. “De tudo que foi apurado, reforça a autoria mediata por parte de Marilza Ferreira dos Santos Brito, do intermediário Edilson Ferreira dos Santos, e do imediato Luiz Carlos dos Santos, pistoleiro nato com quatro mandados de prisão em aberto”, completou o delegado. Os três estão presos preventivamente desde julho do ano passado. O novo inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça e o delegado representou pela prisão preventiva de Valceir dos Santos.

O crime

O corpo da técnica em enfermagem Mareilta Anjos dos Santos, 25 anos, foi encontrado no dia 29 de junho de 2013, às margens do Córrego dos Vieira, na localidade de Pombal de Baixo, zona Rural de Vargem Alta. A jovem estava desaparecida há 15 dias. Segundo informações, uma mulher foi até o local lavar os pés e viu o corpo que já estava em avançado estado de decomposição. Em seguida acionou a Polícia Militar.

Mandante é presa

No dia 15 de julho de 2013, a Polícia Civil de Vargem Alta prendeu a enfermeira Marilza Ferreira dos Santos Brito, suspeita de ser a mandante do assassinato da auxiliar de enfermagem Mareilta Anjos dos Santos. O irmão de Marilza também foi preso, suspeito de intermediar a contratação do pistoleiro Luiz Carlos dos Santos. A auxiliar foi morta com dois tiros na cabeça.

A motivação do crime seria ciúmes, já que a Mareilta trabalhou por cerca de seis anos na casa de Marilza e teria saído de lá para morar com um novo namorado.

Suposta arma de crime é encontrada

Após denuncia anônima, o delegado e a Polícia Militar localizaram na tarde desta sexta feira (26) próximo ao local onde ocorreu o crime, um revolver calibre 38 e nove munições intactas.

De acordo com o delegado, no local foram encontrados documentos da acusada e também do pai dela. “Vamos encaminhar para a perícia técnica para ser periciada, pois tenho quase certeza de que é a arma usada no crime”, finalizou Machado.

 

 

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