quarta-feira,
10 de dezembro de 2025

Polícia

Dois policiais civis do departamento de narcóticos são presos suspeitos de tráfico no ES

Redação

A Polícia Federal no Espírito Santo e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Central/MPES), deflagraram, na manhã desta sexta-feira (07/11), a Operação Turquia, visando o enfrentamento de um grupo criminoso com atuação no tráfico de drogas. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Espírito Santo e do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do Ministério Público.

Durante a execução dessa fase ostensiva da investigação, foram cumpridos, nos municípios de Vitória, Serra e Vila Velha, cinco mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e três ordens judiciais de afastamento das funções públicas de policiais civis lotados no Departamento Especializado em Narcóticos da Polícia Civil (DENARC/PCES).

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e por integrar organização criminosa, além de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem e de dinheiro.

As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na Ilha do Príncipe, em Vitória, ocorrida em fevereiro de 2024.

Posteriormente, com o aprofundamento das apurações, foram verificados fortes indícios de que o preso e os servidores públicos mantinham relação, apontando para uma possível cooperação ilícita durante diligências policiais realizadas.

Os levantamentos indicaram que parte das drogas apreendidas em ações oficiais poderia estar sendo desviada para a própria associação/organização criminosa. Pelos elementos colhidos, uma fração do entorpecente não era registrada nos boletins de ocorrência e acabava sendo repassada a intermediários indicados pelo grupo.

O nome da operação, “Turquia”, faz referência ao codinome “Turco”, utilizado pelo líder criminoso para se referir a um dos policiais investigados. A denominação simboliza a relação de proximidade estabelecida entre o servidor e o integrante da facção, evidenciada nas comunicações interceptadas ao longo da investigação.

As investigações tramitam em sigilo judicial.

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