“O avô da criança precisou ser amparado por amigos e familiares após o sepultamento”
Dor, revolta, incredulidade. O velório e sepultamento do pequeno Samuel de Jesus Salino, de apenas 1 ano e sete meses, morto por asfixia pela mãe e o amante, foi marcado pela tristeza de parentes e amigos. Familiares da criança não conseguiam acreditar que a mãe tivesse tirado a vida do próprio filho. A cerimônia aconteceu na manhã desta segunda-feira (20), no cemitério de São João de Viçosa, Venda Nova do Imigrante. (Clique aqui e reveja o caso)
“Ninguém esperava uma coisa dessas. Em casa, ela não maltratava o menino, tratava bem. Nunca iríamos imaginar que ela faria uma coisa desse tipo. Só sei que agora ela tem que pagar pelo que fez. Daqui pra frente, só Deus para nos ajudar”, desabafou Bráulio Barbosa Dias, tio paterno de Samuel.
O pai do menino estava totalmente abalado com o acontecimento. Segundo ele, no domingo (19), quando a mãe do menino prestou depoimento na Delegacia de Venda Nova do Imigrante, ela parecia estar fora de si. “Ela não falava coisa com coisa. Parecia outra pessoa. Ela queria vir para o sepultamento do meu filho, mas ninguém permitiu. Não tem cabimento. Agora, eu ainda não sei o que vai ser. Parece que não caiu a ficha. Parece que ele vai chegar a qualquer momento. Acho que não vou aguentar chegar em casa e ver os brinquedinhos dele”, diz, emociionado, o pai da criança.
De acordo com a Rádio FMZ, depois do sepultamento, o avô materno (foto acima) precisou ser amparado por familiares e amigos para poder deixar o local. Já fora do cemitério, o senhor sentou no chão e, chorando muito, dizia que preferia morrer a ver uma coisa como aquela.