segunda-feira,
30 de março de 2026

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Escola Victório Bravim, de Marechal Floriano, alcançou o 1º lugar no Estado na Olimpíada de Matemática

“A Escola de Araguaia tem sete medalhistas na Olimpíada de Matemática”.

A 68 km de Vitória, no distrito de Araguaia, Marechal Floriano, região Serrana do Estado, fica a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Victório Bravim. São 337 alunos que, todos os anos, levam à instituição ao pódio da educação em competições estudantis e avaliações do governo.

Em 2015, foram sete estudantes que receberam medalhas de ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e colocaram a escola em primeiro lugar no estado.

“Foco tem que ser o aluno, tudo deve ser voltado para eles, porque é pelos estudantes que a instituição existe”, disse para o G1ES, Liane Bravim, diretora da escola.

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Para a diretora Liane Bravim, que trabalha há 30 anos, na instituição, não há uma receita ou fórmula mágica para o sucesso dos alunos. Segundo ela, se cada profissional cumprir bem seu papel e vestir a camisa da escola, os estudantes vão se sentir motivados a buscar conquistas pessoais.

“O resultado positivo veio ao longo dos 11 anos de participação da escola na olimpíada. A gente motiva, incentiva os alunos a participar. O nosso diferencial é esse, a valorização deles. O foco tem que ser o aluno, tudo deve ser voltado para eles, porque é pelos estudantes que a instituição existe”, afirmou.

Laysa Guidi, de 12 anos, (foto acima) foi uma das que conquistou a medalha de ouro na Obmep. Encantada com os números, a menina decidiu seguir os passos do irmão, Rodrigo Gilles Guidi, já premiado com medalhas de ouro e prata em anos anteriores.

“Eu sempre prestei muita atenção nas aulas e isso é muito importante. Além disso, pegava banco de questões na biblioteca e assistia a aulas online, mas comecei mesmo a estudar um mês antes da prova. Chegava em casa e ficava mais uma hora fazendo exercícios”, contou.

Também com 12 anos, Matheus Peterle Modolo, que cursa o 6º ano, ganhou medalha de prata na olimpíada pela primeira vez. Ele conta que não gostava de matemática, mas, um dia, decidiu pegar um livro de números na biblioteca e se interessou.

“Antes disso, eu detestava matemática. Achava chato e muito difícil. Depois, passei a gostar muito e comprar livros para estudar em casa”, disse.

E foi assim que ele se preparou para a competição. Matheus chegava em casa e mergulhava nos diversos livros que têm. “Eu não tenho só um, não. Tenho vários”, destacou.

Superação

Depois de uma decepção na primeira fase da Olimpíada Brasileira de Física, William Brememkamp, de 16 anos, começou a dedicar horas do dia aos estudos e decidiu vencer. Para conquistar a medalha de bronze na competição de matemática, o estudante se agarrou a um livro de cálculos russos e ganhou base para os exercícios de lógica.

“Eu nunca tinha ganhado uma só medalha de mérito escolar e sempre via meus amigos ganhando. Então, me senti desafiado a ganhar também e resolvi estudar. Eram cinco horas na escola, mais três horas de estudo em casa e outras dezenas de questões do livro de cálculos russos”, contou o menino.

Destaque

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A EEEFM Victório Bravim alcançou o primeiro lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no estado, por quatro anos consecutivos, de 2010 a 2013.

Em 2015, estudantes foram selecionados para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA); e, há 11 anos, a instituição tem alunos medalhistas na Obmep. Além disso, estudantes já foram premiados em competições de física, química e português.

Aqueles que recebem medalhas na Obmep ganham o direito a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), feito por uma rede nacional de professores coordenadores distribuídos por todo o país, em escolas e universidades.

científicos viraram estante e apoio para leitura. Com isso, muitos estudantes perderam o interesse pela área.

“Antes, muitos alunos queriam seguir essa área, participavam da olimpíada de química. Hoje, sem laboratório, é mais difícil despertar o interesse deles, mantendo os estudantes longe da prática, que é o mais encantador para adolescentes”, disse Liane.

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