Rael Sérgio.
“O livro que o ex-prefeito escreveu na prisão relata momento difícil”.
A Operação Derrama levou na época oito ex-prefeitos de cidades do Estado pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), da Polícia Civil. A operação foi feita a pedido do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TC-ES) que constatou um esquema de corrupção nas prefeituras, entre elas a de Anchieta.
As prefeituras foram investigadas por envolvimento em um esquema de corrupção por meio da cobrança ilegal de impostos a grandes empresas, contratando a empresa CMS Assessoria e Consultoria Ltda. O nome dado à operação “derrama”, segundo a Polícia Civil, foi uma alusão às cobranças abusivas de taxas e impostos praticados pela Coroa Portuguesa no período do Brasil colonial.
Um dos prefeitos acusado no esquema foi o ex-prefeito de Anchieta Edival Petri. Ele disse que viveu a maior humilhação e alega inocência. Edival desabafa e conta que foram 50 dias de revolta, medo e humilhação. Emocionado ele disse ainda a experiência foi vencida pela fé, através do livro que ele escreveu e lançou “Imagens Reveladas”. De uma experiência vencida pela fé. Uma derrama de bênçãos.
O livro que o ex-prefeito escreveu na prisão relata momentos difíceis como a chegada ao Centro de Detenção Provisória (CDP) Viana, quando ele recebeu um uniforme, e a toalha só chegaram no dia seguinte.
“Momento de humilhação foi na hora que acordei meu filho e disse que tinha três policias com ordem para me levar preso”, contou Petri, baseando nas experiências vividas.
De acordo com o ex-prefeito, seu nome está apto para concorrer na próxima eleição. Prefeito por oito anos, ele conta que deixou a gestão com aproximadamente 90% de aprovação. Filiado ao (PSB) Petri concorrerá uma vaga para deputado federal.


