Rael Sérgio/Lenilce Pontini
Um macaco da raça bugio (também conhecido por barbado ou guariba) foi encontrado morto na zona rural de Vargem Alta, na manhã do último domingo (22). Quem o encontrou foi Domingos Donna, proprietário rural em Alto Ouro, na localidade de Vila Maria.

Ainda não se sabe as causas da morte e nem se tem relação com a febre amarela, mas a Secretaria de Saúde do município seguiu as orientações da Superintendência Regional de Saúde e enterrou o animal na propriedade onde foi encontrado até que técnicos do Estado recolham amostras para análise. “Fomos avisados sobre o animal e ao chegarmos ao local constatamos que ele estava em adiantado estado de decomposição, como se tivesse morto há mais de dez dias. Foi aí que a Superintendência de Saúde nos orientou a enterrá-lo no local, demarcar a área e aguardar a chegada de técnicos especializados para recolher o material para exames”, explicou o secretário de saúde José Adilson de Araújo.
Diante da situação, José Adilson ressaltou que a procura pela dose da vacina contra a febre amarela aumentou nesta segunda-feira (23) e que o município recebeu pouco mais de 50 doses, o que não é suficiente para atender a população.
Vacina
Quem planeja sair do estado ou viajar para a área rural dos 37 municípios do Estado deve se certificar de que está devidamente protegido contra a doença. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta o viajante a buscar uma unidade municipal de saúde caso ainda não tenha tomado a primeira dose da vacina ou a dose de reforço 10 anos após a primeira dose. Se for a primeira vez que a pessoa é vacinada, a dose deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem para que o organismo produza anticorpo contra a doença.
Febre amarela
Uma pessoa com febre amarela apresenta, nos primeiros dias, sintomas parecidos com os de uma gripe. Entretanto, esta é uma doença grave, que pode complicar e levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre nos primeiros sete dias e mal-estar.
A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco infectado, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma silvestre da doença é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas.
Nas cidades, a doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, da zika e da chikungunya. Pessoas que fazem ecoturismo ou que entram em matas por algum outro motivo correm o risco de serem picadas pelo mosquito Haemagogus infectado e contrair a doença. De volta à área urbana, essas pessoas podem ser picadas pelo Aedes aegypti, podendo dar início à reurbanização da doença. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre em 1942.
Uma vez que a febre amarela no meio urbano é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, eliminar depósitos que possam acumular água é uma das medidas de prevenção. Por isso, é importante que a população escolha um dia fixo da semana para combater o mosquito em casa, e, assim, impedir a proliferação do vetor eliminando seus criadouros.
Casos suspeitos
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu a notificação de 11 casos suspeitos e 01 óbito sob investigação com quadro indicativo de febre amarela, febre maculosa, dengue e outras doenças com sintomas semelhantes. As pessoas com casos suspeitos estão internadas e o quadro de saúde delas é estável. Os casos são de zona rural e estão sendo investigados.


