A insegurança tem assustado moradores e comerciantes de Venda Nova do Imigrante, na região das montanhas do Estado. Às 1h55 da madrugada desta segunda-feira (18), a loja Iluminar, que fica na Avenida Evandi Américo Comarela, teve a porta arrombada e o dinheiro do caixa roubado. No início de janeiro, uma onda de violência e roubos assustou os cidadãos. Foram cinco roubos em apenas cinco dias.
De acordo com uma funcionária, que não será identificada por questões de segurança, o homem forçou a porta da frente do comércio com a ajuda de uma chave de fenda, entrou calmamente no local e roubou R$ 100 que estavam no caixa. Toda a ação foi gravada pelas câmeras de segurança do local. As imagens, que mostram um homem de aproximadamente 1,65m e entre 30 e 40 anos, serão encaminhadas para a Polícia Civil do município.
“Foi um furto pequeno, mas mostra a insegurança que estamos vivendo. Trabalhamos o dia inteiro e não temos a tranquilidade de fechar a loja e saber que no dia seguinte poderemos trabalhar em paz. É muito triste ser refém de bandidos. Queremos divulgar isso para mostrar que nossa cidade já não é mais a mesma e é hora de alguém tomar alguma providência. É triste mostrar nosso município assim, mas é a realidade”, desabafa.
De acordo com a titular da delegacia de Venda Nova do Imigrante, Maria Elisabete Zanoli, aparentemente os crimes das últimas semanas não têm ligação, quer dizer, não foram efetuados pela mesma pessoa ou quadrilha. “São formas de roubo diferentes. Há alguns que tem o modus operandi parecidos, quer dizer, podem ter sido feitos pela mesma quadrilha. Este da Iluminar, em especial, não pareceu”.
Um dos roubos cometidos em Venda Nova este mês e que está sendo investigado pela Polícia Civil foi o do mercado na Avenida Ângelo Altoé. Bandidos entraram pela báscula ao lado do estabelecimento e levaram uma grande quantia em dinheiro que estava no cofre. A polícia ainda trabalha na ocorrência, segundo a delegada.
“O que sabemos é que os ladrões tiveram informação privilegiada, já que por algum motivo o alarme do local não disparou e eles tiveram o cuidado de levar o computador com as imagens das câmeras de segurança. Além disso, eles foram direto para o cofre e sequer roubaram o dinheiro que estava nos caixas”, revela.
Viaturas sem gasolina
Apesar de aparentarem não ter relação, é visível que o número de crimes contra o patrimônio cresceu na cidade, diz a delegada. “Precisamos de uma equipe aqui em Venda Nova especializada em furtos. Temos que ter uma delegacia especializada, pois há muitas ocorrências deste tipo por aqui. Aumentou muito e imagino que esse aumento se deva à crise econômica, afinal, cai emprego, cai renda, aumenta a criminalidade. Mas também há problemas de gestão. Hoje temos cota limite de gasolina para cada viatura que está nas ruas, e isso tanto a Polícia Civil quanto a Militar. Quer dizer, as viaturas têm que estar nas ruas, no policiamento ostensivo, e não aquarteladas, mas nem sempre podem estar, porque não têm combustível. O povo tem que cobrar isso das autoridades, exigir polícia nas ruas, exigir viaturas com combustível”, diz a delegada.
“Além disso, a impunidade também ajuda. O que adianta uma prisão em flagrante se no outro dia o ladrão já está com alvará nas mãos para sair? Há flexibilidade demais”, desabafa a delegada.


