quinta-feira,
14 de maio de 2026

Polícia

Mandante do incêndio no cartório de Itapemirim mora na cidade de Bruxelas, na Bélgica, e é considerado foragido, diz a PC, após concluir inquérito

Foto: Corpo de Bombeiros Militar combatendo o incêndio no dia do fato

 

Redação

 

A Delegacia de Regional (DR) de Itapemirim concluiu o inquérito policial que apurou o incêndio ocorrido no cartório de registro civil no bairro Centro, em Itapemirim, no último dia 04 de maio. Quatro pessoas foram indiciadas pelo crime e três já foram presas. Um outro suspeito investigado como mandante do crime mora na cidade de Bruxelas, na Bélgica, e é considerado foragido.

 

As investigações apontaram que o mandante, por meio de um despachante na Itália, iniciou um processo de reconhecimento da cidadania italiana dele com documentos falsos, em 2019. Entretanto, após descobrirem um erro no documento, a Comune italiana pediu para retificar o documento, que voltou com um outro erro. Por esse motivo, a Comune enviou o documento ao Consulado da Itália no Brasil para que fosse checado com o cartório de Itapemirim.

 

“Após ter essa informação, o mandante contratou dois homens de Goiana para incendiar o cartório, com o intuito de que a fraude não fosse constatada”, contou o titular da Delegacia de Regional de Itapemirim, delegado Djalma Pereira.

 

Após o crime, os suspeitos fugiram do Espírito Santo e voltaram para Goiânia, onde foram presos no início do mês de junho. As diligências sobre o caso continuaram e constataram que o antigo tabelião do cartório, que havia perdido o cargo em 2020, era o responsável por falsificar o documento e também teria relação com o incêndio. Ele foi preso pela Polícia Federal, na última quinta-feira (22), no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde aguardava voo para a Inglaterra.

 

O inquérito policial sobre o caso foi concluído e encaminhado à Justiça. Os dois homens e o antigo tabelião foram indiciados pelo crime de incêndio qualificado. Além disso, o ex-tabelião também foi indiciado pelo crime de falsificação de documento e peculato. Já o mandante que está em Bruxelas foi indiciado por ter ordenado o crime.

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