quinta-feira,
14 de maio de 2026

Polícia

Polícia Civil fecha abrigo clandestino em Itapemirim

Foto: PCES

 

Redação

 

A Delegacia Regional (DR) de Itapemirim fechou, nesta quinta-feira (19), um abrigo clandestino localizado no distrito de Itaipava, em Itapemirim. No local, havia 11 pacientes, entre idosos, pessoas com deficiência e dependentes químicos. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os crimes praticados por uma suspeita com idade de 50 anos.

 

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), com a participação de servidores da Vigilância Sanitária e das secretarias de Ação Social e Saúde do município, além de profissionais de apoio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas).

 

Nessa terça-feira (17), os policiais receberam a informação da Vigilância Sanitária de Itapemirim, detalhando que possivelmente existia um asilo clandestino no distrito de Itaipava, no município. Eles disseram também que tentaram entrar no local, mas a responsável pelo imóvel não permitiu a entrada.

 

"Representamos pelo mandado de busca e apreensão e fomos cumpri-lo nesta quinta-feira (19). No local, encontramos idosos, pessoas com deficiência e dependentes químicos. Além disso, neste abrigo havia uma jovem que estava com duas crianças. Ela disse que foi visitar a mãe que era interna e que estava lá há quinze dias", contou o titular da Delegacia Regional de Itapemirim, delegado Djalma Pereira Lemos.

 

Os pacientes tinham entre 40 e 84 anos. Durante as diligências no local, não ficou constatado maus-tratos, já que todos estavam bem alinhados e havia bastante comida na dispensa. Entretanto, eram os próprios idosos que desempenhavam funções dentro do abrigo, como porteiro, cozinheiro e faxineiro.

 

A suspeita de 50 anos informou aos policiais que eles eram parentes e os idosos não relataram maus-tratos, porém as investigações apontaram que ela recebia valores para que os idosos ficassem no local, como Bolsa Família, pensão e Pix. Além disso, ficou constatado que o abrigo funcionava há mais de três anos. Foi instaurado um inquérito policial para apurar os crimes cometidos pela suspeita.

 

Os internos foram identificados, catalogados e aqueles com famílias identificadas estão reinseridos aos familiares. Enquanto que os idosos sem família identificadas serão levados para um abrigo regular e os remanescentes para outros locais de acolhimento. A Polícia Civil recomenda que quem tiver conhecimento de outras clínicas ou asilos clandestinos que denunciem no Disque-Denúncia 181.

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