A operação apura corrupção, fraudes licitatórias e lavagem de capitais
Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26/5), a Operação Eco da Fraude II, com o objetivo de cumprir 2 mandados de prisão, 2 mandados de afastamento cautelar de ocupante de cargo eletivo e de servidor do município de Pedro Canário/ES, além de 11 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares investigativas e patrimoniais, todas deferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.
As medidas foram requeridas no âmbito de inquérito policial que apura a atuação de organização criminosa voltada à prática de corrupção, fraude em licitações, peculato-desvio e lavagem de dinheiro, relacionada à realização de um evento.
A investigação identificou indícios de um esquema estruturado envolvendo agentes públicos e empresários, caracterizado por manipulação de procedimentos licitatórios, superfaturamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas, com posterior ocultação da origem dos valores.
As apurações indicam, ainda, movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados, utilização de contas de terceiros e operadores para circulação de valores em espécie, além da existência de uma estrutura organizada para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.
As medidas cautelares têm como finalidade aprofundar a coleta de provas, identificar eventuais outros envolvidos, interromper a continuidade das práticas criminosas e resguardar o ressarcimento ao erário.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.


