Fernanda Zandonadi/Rádio FMZ
Venda Nova tem três novos casos suspeitos de zika vírus. As infecções foram registradas na Vila Betânea (2 casos) e no Centro da cidade (1). Os dados que apontam esses números foram coletados até 19 de janeiro de 2016. Em novembro do ano passado foi levantada a primeira suspeita de que a doença já havia chegado à cidade, mas a possibilidade não foi confirmada por exames de laboratório. Nenhuma das pessoas com suspeita da infecção está grávida.
Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde de Venda Nova do Imigrante, Silvio Satler, amostras de sangue dos pacientes com suspeita de contaminação foram enviados para o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), em Vitória. De lá, elas serão enviadas para laboratórios especializados no diagnóstico do zika.
“Segundo informações da Vigilância em Saúde do Estado, os exames deverão ser realizados, mas eles não deram total certeza. Também não temos a data do retorno dos resultados. Nossa preocupação, agora, é com a água parada. Depois deste período de chuva, a tendência é a temperatura subir e, se há água parada, o mosquito se proliferar. Então pedimos o cuidado de toda a população para evitar deixar focos de mosquito”, disse.
O zika vírus foi associado a casos de microcefalia em bebês, quando as gestantes são infectadas pelo mosquito durante a gravidez. No Espírito Santo já são 52 casos de bebês, nascidos ou em gestação, que apresentaram a má-formação.
Além disso, há indícios de que o vírus tem ligação com o aumento da ocorrência da Síndrome de Guillain Barré, uma doença neurológica rara. Ela provoca fraqueza muscular, pode gerar paralisia em membros do corpo e até levar o paciente à morte. Em julho do ano passado, pelo menos 26 pacientes com histórico de sintomas compatíveis com a infecção por zika tiveram diagnóstico de Guillain Barré somente na Bahia.


