sábado

3/outubro/2026

Política

Victor Coelho desiste de demitir 1,5 mil servidores da Educação e vai cortar o salário dele, do vice e dos secretários de Cachoeiro

Foto: Portal Notícia Capixaba

 

Redação

 

A Prefeitura de Cachoeiro prepara projeto de lei para reduzir os salários do prefeito e dos secretários municipais. Anunciada pelo prefeito Victor Coelho, nesta quinta-feira (16), a iniciativa integra um conjunto de medidas para enfrentamento dos impactos nas contas públicas decorrentes da pandemia do novo coronavírus.

 

O projeto de lei também incluirá a suspensão do auxílio-alimentação dos servidores comissionados e o corte de gratificações pagas a servidores participantes de comissões e grupos técnicos de trabalho. O texto será encaminhado para a Câmara Municipal nos próximos dias.

 

“Nesse momento crítico, de queda acentuada da arrecadação municipal, precisamos tomar medidas drásticas. Estamos adotando diversas iniciativas e essa é uma delas: vamos cortar na própria carne”, salientou o prefeito.

 

Desligamento de DTs é revogado

 

Também nesta quinta-feira, após reunião com vereadores, a Prefeitura revogou o desligamento de servidores temporários (DTs) da Secretaria Municipal de Educação. Os contratos serão mantidos e a administração municipal vai garantir aos profissionais uma indenização de sobreaviso, correspondente a um salário mínimo mensal, até a retomada das atividades nas escolas municipais. O projeto de lei que cria a indenização também será encaminhado à Câmara Municipal nos próximos dias.

 

Previsão de queda na arrecadação é de R$ 80 milhões em 2020

 

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim está implementando diversas outras medidas para enfrentar a crise provocada pela pandemia. De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda (Semfa), a previsão é de que o município tenha uma queda de arrecadação de até R$ 80 milhões em 2020, sendo que cerca de R$ 50 milhões são fontes de receita do Tesouro Nacional.

 

No último dia 9 de abril, o prefeito Victor Coelho assinou o Decreto nº 29.398, que declara Estado de Calamidade Pública no município, por conta da crise nas finanças públicas, decorrente da pandemia do novo coronavírus. O decreto segue orientações da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes).

 

“Os cálculos levam em conta dados do Tesouro Nacional e de outras instituições. Todas essas receitas estão vinculadas ao pagamento de impostos específicos, e que terão uma queda brutal por conta da paralisação da atividade econômica. Com a prorrogação do IPTU, por exemplo, deixaremos de arrecadar R$ 13 milhões somente no mês de abril, dinheiro que vai para limpeza urbana, por exemplo. Continuaremos acompanhando diariamente a arrecadação de cada fonte de recursos e, havendo sinalização de aumento ou queda maior, essas previsões poderão mudar”, explica o secretário municipal de Fazenda, Márcio Guedes.

 

“Estamos diante de uma crise sem precedentes, que pegou a todos de surpresa, tanto no setor privado, quanto no setor público. Precisamos equacionar as contas neste momento para garantir os salários dos servidores efetivos e o funcionamento dos serviços públicos que não podem parar, dando condições melhores de recuperação quando o isolamento terminar”, destaca o secretário municipal de Administração, Cláudio Mello.

 

“O mundo inteiro vive uma situação dramática, que ninguém esperava. Estamos trabalhando firmemente para preservar vidas e minimizar ao máximo possível os problemas econômicos. Serão tempos difíceis, mas, com equilíbrio e responsabilidade, vamos superá-los”, completa o prefeito Victor Coelho.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site, e nos reservamos o direito de excluir. Não serão aceitos comentários que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira mais Notícias

Política

Da trajetória no setor bancário à vida pública: A história de Cacau Lorenzoni — Ex-Prefeito de Marechal Floriano

Política

Defesa de Lidney Gobbi anuncia recurso judicial após cassação de mandato pela Câmara de Marechal Floriano

Política

Exclusivo: ‘Não há provas de corrupção. Lidney Gobbi foi escolhido democraticamente pela população de Marechal para exercer o mandato que lhe foi conferido nas urnas. É legítimo, portanto, que buscamos no Poder Judiciário o restabelecimento desse mandato’, afirma a defesa

Política

Candidato da Direita, Callegari declara voto em Ricardo

Política

Candidatos ao Governo apresentam propostas no 30º Café Empresarial

Política

Ministério Público de Contas recomenda aos municípios capixabas a modernização e estruturação das carreiras tributárias devido à Reforma Tributária

Política

Marechal Floriano está entre os 55 municípios que alcançaram a classificação “Ótimo” no Ranking de Transparência e Governança Pública 2026

Política

Estudo da Veja e desempenho de Ricardo colocam ES em lista para decidir eleição no 1º turno

plugins premium WordPress