sexta-feira,
18 de setembro de 2026

Geral

Artesãs de Alfredo Chaves transformam fibra de banana em peças de decoração

Todas têm uma profissão e ainda cuidam da casa. É assim a vida de sete mulheres na sede de Alfredo Chaves que também são artesãs e fabricam belas e conceituadas peças com fibra de bananeira. A aposta para esse fim de ano, segundo elas, é a confecção de objetos decorativos com temas natalinos.

O grupo começou há cinco anos com 12 pessoas, algumas iniciantes optaram pela desistência, entretanto as sete preferiram dar continuidade ao projeto, que atualmente é realizado no terraço da residência de dona Elzília Destéfani, 79, a mais ‘experiente’ do grupo.

A matéria-prima para produção é fabricada pelas próprias integrantes em seus quintais. Elas cortam a bananeira, desfibram o tronco, lavam e secam as fibras antes de iniciar a confecção das peças. As fibras são tingidas ou envernizadas e recebem diversos tipos de acabamento que elas foram aprimorando ao longo do tempo.

Porta-retratos, conjunto americano, porta-chaves, luminárias são algumas das peças confeccionadas pelas habilidosas mãos das mulheres do Grupo Art Fibra, marca que recebeu após algumas capacitações. Para este fim de ano, as artesãs estão confeccionando guirlandas, anjos e presépios. Elas pretendem aproveitar a época e mostrar a arte em peças muito procuradas no período.

O retorno financeiro ainda é tímido, já que a produção é pequena. “Nos reunimos todas as quartas-feiras para a produção. Não vivemos disso, persistimos em fazer arte”, conta Amabenir Buback, uma das integrantes do grupo.

Para Elzília Destéfani a atividade se tornou uma forma de rever as amigas e colocar a conversa em dia. “Para mim é um momento muito bom, uma espécie de terapia”, disse a aposentada que introduz em suas peças o crochê, uma outra habilidade que aprendeu e faz constantemente.

Todos os produtos são expostos para comercialização na Casa do Artesão, no centro da cidade e na Estação Ferroviária de Mathilde, onde há um número grande de turistas. “Já foi peça do nosso grupo para outros países como Estados Unidos da América e Austrália”, conta orgulhosa Buback.

Além da habilidade nata, as artesãs aprenderam muitas técnicas com artistas plásticos e outros artesãos em cursos oferecidos pela Secretaria Municipal da Assistência Social, Senar e Sebrae.
“É gratificante confeccionar as peças, não pela renda que obtemos, que ainda é muito pequena, mas pelo prazer de se reunir e mostrar para os outros o que sabemos fazer”, expõe Irlei Regina Bongestab, 47.

 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site, e nos reservamos o direito de excluir. Não serão aceitos comentários que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira mais Notícias

Geral

Atenção prefeituras! Prazo final para envio dos dados do Sinisa se encerra nesta quinta-feira (3)

Geral

Pesquisa do Real Time Big Data diz que Ricardo chega a 47% na preferência dos capixabas e vence em todos os cenários de 1º e 2º turnos

Geral

Ministério Público determina que a Prefeitura de Domingos Martins adote medidas urgentes para proteger animais em canil

Geral

Tribunal de Contas faz recomendações para que municípios do nordeste capixaba melhorem as ações de enfrentamento à pobreza

Geral

Corpos dos irmãos Gérson Peterle e Itamar Peterle, que morreram após o naufrágio de uma embarcação no Pará, chegam nesta quinta (13) em São Bento de Urânia

Geral

‘Auxílio-alimentação, em Marechal Floriano’: Prefeitura se manifesta sobre paralisação dos servidores

Geral

Prefeitura de Cachoeiro alerta para tentativa de golpe com falsas notificações enviadas por e-mail

Geral

Bombeiros resgatam novilha presa em ravina há dois dias em área de difícil acesso em Afonso Cláudio; veja vídeo

plugins premium WordPress