quinta-feira,
30 de abril de 2026

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Artesãs de Alfredo Chaves transformam fibra de banana em peças de decoração

Todas têm uma profissão e ainda cuidam da casa. É assim a vida de sete mulheres na sede de Alfredo Chaves que também são artesãs e fabricam belas e conceituadas peças com fibra de bananeira. A aposta para esse fim de ano, segundo elas, é a confecção de objetos decorativos com temas natalinos.

O grupo começou há cinco anos com 12 pessoas, algumas iniciantes optaram pela desistência, entretanto as sete preferiram dar continuidade ao projeto, que atualmente é realizado no terraço da residência de dona Elzília Destéfani, 79, a mais ‘experiente’ do grupo.

A matéria-prima para produção é fabricada pelas próprias integrantes em seus quintais. Elas cortam a bananeira, desfibram o tronco, lavam e secam as fibras antes de iniciar a confecção das peças. As fibras são tingidas ou envernizadas e recebem diversos tipos de acabamento que elas foram aprimorando ao longo do tempo.

Porta-retratos, conjunto americano, porta-chaves, luminárias são algumas das peças confeccionadas pelas habilidosas mãos das mulheres do Grupo Art Fibra, marca que recebeu após algumas capacitações. Para este fim de ano, as artesãs estão confeccionando guirlandas, anjos e presépios. Elas pretendem aproveitar a época e mostrar a arte em peças muito procuradas no período.

O retorno financeiro ainda é tímido, já que a produção é pequena. “Nos reunimos todas as quartas-feiras para a produção. Não vivemos disso, persistimos em fazer arte”, conta Amabenir Buback, uma das integrantes do grupo.

Para Elzília Destéfani a atividade se tornou uma forma de rever as amigas e colocar a conversa em dia. “Para mim é um momento muito bom, uma espécie de terapia”, disse a aposentada que introduz em suas peças o crochê, uma outra habilidade que aprendeu e faz constantemente.

Todos os produtos são expostos para comercialização na Casa do Artesão, no centro da cidade e na Estação Ferroviária de Mathilde, onde há um número grande de turistas. “Já foi peça do nosso grupo para outros países como Estados Unidos da América e Austrália”, conta orgulhosa Buback.

Além da habilidade nata, as artesãs aprenderam muitas técnicas com artistas plásticos e outros artesãos em cursos oferecidos pela Secretaria Municipal da Assistência Social, Senar e Sebrae.
“É gratificante confeccionar as peças, não pela renda que obtemos, que ainda é muito pequena, mas pelo prazer de se reunir e mostrar para os outros o que sabemos fazer”, expõe Irlei Regina Bongestab, 47.

 

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