sábado,
14 de março de 2026

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Alfredense reconstrói casarão e pretende abrir museu em Matilde

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Matilde, em Alfredo Chaves, na região serrana do Estado, é conhecida pelas suas belezas naturais, mas edificações feitas pelo homem também se destacam em meio à paisagem da bucólica vila. E um casarão de esquina, na chegada da localidade, chama a atenção pelo porte e criatividade em sua arquitetura e composição. Objetos e móveis antigos compõem o cenário da residência, que em breve dividirá espaço com um museu.

O casarão Flor da Mata vem sendo construído há quatro anos pelo alfredense Giovani Modolo, 36. A edificação é recente, mas as madeiras e tijolos utilizados em sua arquitetura têm mais de um século, de acordo com o proprietário. Parte do material utilizado sustentava uma antiga residência da família do atual dono, edificada no mesmo local. “Utilizei madeira da antiga casa de meus pais e ainda comprei duas casas antigas para completar esse meu projeto”, disse.

Todo trabalho, principalmente a carpintaria, é realizado pelo próprio dono do casarão, que herdou o ofício do pai e com muita criatividade transformou o espaço em um ponto turístico na vila. “Os turistas param, admiram e pedem para conhecer. Eles ficam encantados com o trabalho que eu mesmo criei e com as peças que decoram a casa”, conta Modolo.

Segundo Giovani, considerado um autodidata em arquitetura, o principal objetivo do projeto era manter as mesmas características do antigo casarão, construído em 1897, que deu lugar a sua nova residência. Devido essa intenção, o alfredense aproveitou e utilizou o mesmo assoalho, janelas, portas e forros. “Tentei manter a mesma forma arquitetônica e os mesmos traços do casarão antigo que também já foi um comércio na década de 1940”, relata.

Hoje, Giovani mora no andar superior com as duas filhas, Giovana, 06 anos e Luiza, de 07 anos. Uma linda escada dá acesso a casa, que remete ao passado de como viviam os primeiros imigrantes que colonizaram a região. O equipamento mais novo da casa é uma TV. O restante, como cômodas, guarda-roupa e fogão são antigos. Uma geladeira a gás de 1941 dá ainda mais charme à cozinha da família.

Já no térreo, o autodidata transformou o local em uma oficina, que em breve dará lugar a um museu e a um bar para atender os turistas que frequentam a região. “Quero expor peças e móveis antigos que vou adquirindo e fazem parte da história de Matilde e região. Outro projeto que pretendo pôr em prática é a criação de um bar diferenciado para atender os turistas e visitantes e a comercializar peças antigas”, almeja.

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