Gazeta com a colaboração Rael Sérgio.
“Esta semana uma reportagem sobre a Câmara Municipal de Vargem Alta, que vem sendo referencia no Estado”.
Ponto eletrônico biométrico, corte de salário para vereadores faltosos, demissão de assessores. Enquanto algumas Câmaras Municipais do Espírito Santo dispensam altas quantias com benefícios para vereadores, outras vêm adotando medidas como estas a fim de reduzir custos e, ao mesmo tempo, tornar os processos administrativos mais transparentes aos olhos da população.
É o caso da Câmara de Marechal Floriano, onde desde janeiro deste ano vereadores trabalham sem o auxílio de assessores. A decisão de demitir os nove funcionários (era um para cada vereador) foi da Mesa Diretora . Com a dispensa, serão economizados anualmente cerca de R$ 134,8 mil, valor total gasto em 2013 com os assessores. Essa economia, somada à outras, rendeu um saldo de quase R$ 240 mil, que serão repassados à prefeitura da cidade.
Segundo o presidente da Câmara, João Cabral (PMDB), a iniciativa foi tomada para atender aos questionamentos da população, que criticava as contratações. “Nosso município é pequeno, não há necessidade de assessor. Assim, posso investir em outras coisas”, observa.
O diretor legislativo da Casa, Gibran Schneider Christo, diz que com o dinheiro economizado já foram realizadas melhorias na infraestrutura local, como a expansão do sistema de telefonia e de internet. Também foi comprada uma moto, que reduz as despesas com combustível.
Além disso, foi ampliado o Espaço Cidadão, uma sala de computadores destinada ao uso dos moradores do município. O espaço, que antes tinha cinco máquinas, agora conta com 10. Já a partir de agosto será construído o Espaço Cultural da Casa, para exibição de obras e orquídeas dos expositores locais.
A ausência de assessores não interfere na elaboração de projetos de lei para a cidade. Isso porque a Câmara conta com uma secretaria geral, composta por um assessor jurídico e três técnicos legislativos, que criam projetos, requerimentos e despachos, conforme a solicitação dos vereadores.
Para o vice-presidente da Câmara Cezar Tadeu Ronchi (PSDB), que se dedica exclusivamente à função de parlamentar, a ausência dos assessores, cuja função era acompanhar reuniões, elaborar atas e pesquisar projetos, não prejudicou os trabalhos. “Acredito que a demissão dos assessores causará uma boa imagem perante a população. A nossa câmara está dando um exemplo. Estamos diminuindo funcionários sem diminuir produtividade”.
Além da economia com assessores, em Marechal Floriano os vereadores não possuem gabinetes ou computadores próprios. As reuniões são feitas nas salas das comissões ou na sala de reuniões da presidência.


