Rael Sérgio-Notícia Capixaba/Ailton Weller – ES de Fato
“Cansado do empurra-empurra, morador de Vargem Alta para conseguir exame, só mesmo à base da Justiça”.
O vendedor autônomo Fabiano França Carvalho, de 26 anos, morador de Vargem Alta, procurou a reportagem do ES de Fato e do portal Notícia Notícia Capixaba para denunciar, segundo ele, a omissão por parte da Secretaria de Saúde do município para a concessão de exames cardiológicos que teriam sido solicitados pelo médico que o acompanha.
Ele afirmou que deu entrada várias vezes no pronto-socorro em decorrência de crises de taquicardia e que teria sofrido vários desmaios por conta disso.
“Nessa situação, dei entrada com pedido na Secretaria para que meus exames fossem marcados, mas não obtive sucesso. Apenas um foi liberado e os demais, o ‘pessoal’ falou que não teria como e que eu teria que esperar. Só que a cada dia que passa estou me sentindo pior e vejo que meu caso está se agravando”, afirmou.
Carvalho confirmou que procurou pelo Ministério Público para ver as providências que possam ser tomadas já que, atualmente desempregado, não tem condições de arcar com as despesas dos exames.
“Procurei pelo secretário da pasta e ele me disse que estaria tomando as providências para que eu fizesse esses exames o mais rápido possível, o que até agora não aconteceu. Não me deram nenhuma posição de quando o caso seria resolvido alegando que o caso não era de emergência. Agora só me resta contar com ajuda da Justiça”, comentou.
Outro lado
O secretário de Saúde, José Adilson de Araújo, ouvido pela Redação, negou que o caso de Fabiano tenha prioridade por ser de urgência, com risco de morte.
“Nós já conseguimos vários exames para ele, inclusive um deles em Bom Jesus do Itabapoana, estado do Rio de Janeiro, e estamos acompanhando o caso com responsabilidade. O que acontece é que esse tipo de procedimento tem respaldo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o município não pode pagar por ele sob pena de infringir normas legais”, afirmou.
Araújo citou o médico Daniel Salgado, que atendeu o paciente, garantindo não ser de emergência o seu estado clínico.
“A ansiedade dele não pode ser razão para que jogue a culpa na municipalidade. Estamos fazendo o que é possível e estaremos atendendo essa demanda dentro do que estabelece as regras e a legalidade no gasto do dinheiro público. Quanto a sua intenção em procurar pelo Judiciário, a prefeitura dará a resposta quando notificada”, completou Araújo.


