quarta-feira,
15 de abril de 2026

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Estudante de Venda Nova é campeão estadual de xadrez especial

Cleydimar Augusto Soares, 16 anos, de Venda Nova, e o atual campeão estadual de Xadrez. Ele se tornou dono do título ao vencer a categoria especial do 6º Festival de Xadrez, em Vitória, na Escola Desembargador Carlos Xavier de Paes Barreto, no dia 20 de novembro. Ele competiu com mais quatro alunos de Linhares, também com deficiência auditiva.

Dentro de um sistema de pontuação suíça, ele venceu com 2,5 pontos, numa disputa que envolveu mais três concorrentes. Ele participou da competição junto com outros colegas da Escola Liberal Zandonadi, de Vila Betânea, com o acompanhamento da professora de educação física Paula Fávero da Silva.

Apesar de importante, a medalha de campeão não é a vitória mais grandiosa da vida de Augusto. Com surdez (neuropatia auditiva) e com baixa visão (atrofia bilateral do nervo óptico) diagnosticadas ainda na infância, ele já frequentou a Apae, mas sempre estudou na escola regular.

O grande salto no aprendizado de Augusto veio com a instituição do professor de libras a partir de 2011. Edna Raquel, a atual professor de libras, afirma que Augusto está 100% alfabetizado em libras, a primeira língua dele, que é a língua de sinais. “Antes ele era tratado como um aluno com deficiência intelectual, o que não é o caso dele. Com esse canal de comunicação, ele passou a conseguir acompanhar o conteúdo, sem dificuldade de entender’’.

Para que Augusto tenha acesso à leitura, o conteúdo é todo preparado em tamanho ampliado, para que ele possa visualizar e ler. Já o conteúdo oral é passado por língua de sinais, a libra, mesmo com a certa facilidade de leitura labial desenvolvida por ele.

Apesar dos 100% de deficiência auditiva, ele consegue falar algumas palavras. De acordo com a professora, ele diz que a “Lourdinha me ensinou”, numa referência à professora Lourdes Fiorido, que o acompanhou nas séries iniciais na sala de atendimento educacional especializado- AEE.

Atualmente 54 alunos frequentam a AEE, sendo 17 com deficiência intelectual, cinco visual, três auditivos e 24 com altas habilidades. De acordo com Lourdinha, a previsão é que o número seja maior devido ao aumento de demanda de matrícula. A escola já fez uma lista dos alunos de 2014 e das demandas para 2015 para apresentar para a Superintendência, solicitando mais profissionais especializados. Um plano de ação está sendo finalizado visando melhorar o atendimento aos alunos com necessidades especiais.

 

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