Investigado, de 46 anos, foi preso horas após ter a prisão preventiva decretada; polícia apura se a outra filha dele, de 4 anos, também foi vítima
Redação
Um homem de 46 anos foi preso preventivamente, pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Piúma, nesta terça-feira (20) suspeito de abusar sexualmente da própria filha por cerca de três anos, em Piúma, no litoral sul do Espírito Santo. O caso chegou ao conhecimento das autoridades na última quarta-feira (14), depois que a adolescente, hoje com 15 anos, foi encontrada após um registro de desaparecimento e relatou os abusos à Polícia Militar.
A partir do relato, a Polícia Civil iniciou a investigação. De acordo com o delegado Rodrigo Toscano, responsável pela Delegacia de Polícia (DP) de Piúma, os abusos teriam começado quando a menina tinha 10 anos e aconteciam quando a mãe estava fora de casa.
“Em depoimento à polícia, o investigado confessou a prática de atos libidinosos contra a filha. A investigação ainda apura se a outra filha do homem, de 04 anos, também foi vítima de violência sexual. Até o momento, não há indícios concretos de abuso contra a criança. A suspeita será apurada antes da conclusão do inquérito”, explicou o delegado.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. A Justiça decretou a prisão às 13h desta terça-feira (20), e as equipes da Delegacia de Polícia de Piúma, que monitoravam o investigado, efetuaram a captura às 15h, no Centro da cidade. Posteriormente, foi encaminhado ao sistema prisional.
“Por se tratar de um crime de extrema gravidade, a Polícia Civil agiu com rapidez e prioridade na apuração dos fatos. Assim que tomamos conhecimento do caso, realizamos os procedimentos necessários e representamos pela prisão preventiva do investigado. Nosso compromisso é dar uma resposta firme diante de crimes dessa natureza, garantindo que os fatos sejam devidamente investigados e que os responsáveis sejam responsabilizados na forma da lei”, destacou o delegado.
A adolescente foi encaminhada à rede de proteção do município, que inclui o Conselho Tutelar e serviços de acompanhamento psicológico e social.
Obs: Os nomes dos envolvidos e do bairro onde o fato foi registrado não estão sendo divulgados para preservar a(s) identidade(s) da(s) vítima(s), conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).


