Dois radares localizados na rodovia ES-164, que liga Vargem Alta a Cachoeiro, Sul do Estado, estão sem funcionar há cerca de seis meses. De acordo com a população, a situação vem contribuindo para que a imprudência no trânsito fique mais constante e provoca medo em quem precisa atravessar a rodovia. De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), a situação ocorreu porque houve mudança da empresa que presta o serviço na região, mas que a previsão é que os equipamentos voltem a multar nesta segunda-feira (15).
No total, cinco aparelhos estão instalados ao longo do trecho, mas apenas três deles mostram a velocidade com que os condutores percorrem a via. De acordo com moradores, a situação começou em março deste ano, quando os equipamentos foram desligados pelo DER. Desde então, o desrespeito às regras começou a se tornar mais frequente.

O comerciante Evandro Dance contou que é comum ver cenas de perigo no trecho. “Tem carro que joga até na contramão para passar fora do radar. No horário de almoço, que é a hora que as crianças chegam e atravessam a rodovia, alguns motoristas param na faixa e outros não. Alguns não estão respeitando o limite, que é de 60 km/h”, disse. Além disso, ele também explicou que a população fica na dúvida para saber quais aparelhos estão atuando de forma efetiva. “Tem dia que funciona, tem dia que saem boatos de que não está funcionando mais”, falou.
A confusão também vem por parte de quem conduz os veículos. “A gente não sabe se está multando, se vai multar, se tem uma fiscalização eficaz, a gente não sabe de nada, não consegue saber”, declarou o vendedor Sérgio Augusto.
A diretora-geral do DER, Tereza Casotti, explicou que os equipamentos não estão funcionando porque precisaram passar por um processo de substituição, já que a empresa que até então era responsável por prestar esse serviço foi substituída, após o encerramento do contrato. “Nós tivemos que fazer novas bases, novos laços. O ponto fica o mesmo, mas o equipamento e o laço indutivo que ficam instalados na pista foram totalmente substituídos, porque é uma nova empresa que está operando. Então precisamos desse tempo”, informou.


