São muitas as razões que tornam urgente a duplicação da BR 262. A principal conexão entre o Espírito Santo e Minas Gerais é uma rodovia que traz insegurança ao motorista por sua precariedade e traçado extremamente sinuoso.
O número de acidentes (no ano passado, até setembro, foram registrados 809) e o de mortes (24 contabilizadas no mesmo período) assusta, e é cada vez mais claro que essas ocorrências poderiam ser evitadas com melhorias na pista. As falhas de infraestrutura aliadas à imprudência dos motoristas acabam sendo os principais fatores dessas tragédias, segundo informação da Rede Gazeta.
Por tudo isso, é lamentável a nova ausência da rodovia do pacote de concessões do governo federal. Mais uma vez, a falta de investimentos coloca essa fundamental via do Estado num papel coadjuvante diante de outras obras.
A BR 262 é um corredor logístico vital para a economia capixaba, bem como a principal artéria do turismo regional, proporcionando não somente a vinda de mineiros para as praias capixabas, mas também a circulação interna de visitantes na Região Serrana. As colisões frontais após ultrapassagens indevidas em pistas simples tendem a ser fatais, um tipo de acidente que poderá ser evitado com pistas mais amplas e maior área de escape.
A novela da duplicação teve início em 2006 e, desde então, arrasta-se com direito a algumas reviravoltas. A sucessão de fracassos supera as boas notícias, que geralmente duram pouco. Em 2013, as condições impostas no edital do leilão marcado não conquistou o interesse do mercado, e o comparecimento foi nulo. No ano passado, a concessão da BR 262 foi colocada em cima da hora no Programa de Logística (PIL) anunciado por Dilma Rousseff em junho. Isso sem falar que nos últimos anos já haviam sido dadas também garantias de recursos do PAC para a duplicação. Agora, novamente, não há perspectivas para a rodovia.
A população do Estado merece uma resposta definitiva. Esse impasse já dura tempo demais, uma falta de respeito.


