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| Penha Chiesa é a presidente do sindicato dos Servidores de Vargem Alta (Sindiva) e diz que defasagem salarial chega a quase 60% |
Jornal ES Fato/Notícia Capixaba
Os servidores da prefeitura de Vargem Alta podem entrar em greve a partir desta quarta-feira (18). A medida é para pressionar a administração do prefeito João Altoé (PSDB) a dar reajuste. A Prefeitura foi notificada na semana passada e tem prazo até hoje (17) para apresentar alguma proposta. O tucano assumiu a prefeitura no início deste ano, mas desde 2011 os salários estão congelados.
A estratégia do funcionalismo foi traçada em três assembleias. A última delas aconteceu na última quarta-feira (11), com as lideranças de cada categoria. Penha Chiesa é presidente do Sindiva, que representa os servidores de Vargem Alta. Segundo ela, a defasagem salarial se aproxima de 60%. Cerca de 80% dos servidores efetivos têm piso salarial de até R$ 599,00, muito abaixo do salário mínimo.
Em nota, a Prefeitura deixa claro que não vai negociar sob pressão. “O movimento parece acontecer de trás para frente. Antes de medida radical de paralisação deve-se esgotar todas as formas de diálogo e negociações. Caso a prefeitura ceda a pressão política dos grevistas, há sério risco de não ter caixa para pagar salários aos servidores e garantir os serviços essenciais à população, podendo causar até demissão de funcionários por falta de dinheiro em caixa”.
Ainda segundo a nota, a prefeitura de Vargem Alta “além de enfrentar o mesmo drama financeiro de outras cidades capixabas, tem o desafio do limite de gastos com pessoal que a impede de dar reajustes salariais conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)".
Entretanto, a presidente do Sindiva rebate. Ela acusa o inchaço na máquina pública como fator a impedir o aumento. De 857 servidores no início da atual gestão, ela calcula que já haja mais de mil. “O prefeito alega que não pode mexer na tabela devido ao limite imposto pela LRF, porém cria cargos com salários acima de R$ 4 mil”.
Entre as classes mais prejudicadas, detalha Penha, estão professores e também os motoristas “em situação caótica”. A nota da Prefeitura, no entanto, lembra que em 2014 o Sindiva deflagrou greve, alegando má condição dos veículos do transporte escolar e pedindo reposição salarial, mas o movimento dos servidores foi considerado ilegal pela Justiça e o sindicato foi condenado ao pagamento de custas processuais e honorários.
Além de reajuste salarial que ao menos equipare o piso ao salário mínimo, a categoria quer dobrar o valor do tíquete-alimentação e do vale-feira para R$ 500,00 e para R$ 50,00, respectivamente.



