Por Giovana Schneider
O dia 7 de abril não é apenas uma data protocolar no calendário educativo brasileiro. O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola carrega o peso de uma urgência social que se renova a cada sinal tocado e a cada notificação de celular. Embora o termo tenha se popularizado nas últimas décadas, a prática da intimidação sistemática é um fantasma antigo que agora, sob o rigor da lei e a lente da psicologia, finalmente recebe a seriedade que merece.
Recentemente, o Brasil deu um passo significativo com a inclusão do bullying e do cyberbullying no Código Penal. No entanto, a legislação, por mais necessária que seja para punir excessos e proteger vítimas, é um remédio para o sintoma, não para a causa. A verdadeira raiz do problema reside na cultura da intolerância e na falha de comunicação entre os pilares que sustentam o desenvolvimento do indivíduo: família, escola e sociedade.
O bullying não é “fase de crescimento” nem “brincadeira de criança”. É uma forma de violência que anula a identidade e silencia o potencial. Quando um jovem é ridicularizado por suas características físicas, intelectuais ou sociais, o dano ultrapassa o momento da agressão; ele se infiltra na autoestima e pode ecoar por toda a vida adulta em forma de ansiedade, depressão e isolamento.
No cenário atual, o desafio se torna ainda mais complexo com o ambiente digital. Se antes a casa era o refúgio, hoje o cyberbullying persegue a vítima 24 horas por dia, amplificado pelo alcance devastador das redes sociais. Aqui, o anonimato muitas vezes encoraja o agressor e a passividade dos espectadores alimenta o ciclo.
Combater essa realidade exige mais do que palestras anuais. Exige a construção de uma pedagogia da alteridade. Precisamos ensinar nossos jovens a olhar para o outro não como um espelho de si mesmos ou como um alvo, mas como um universo legítimo e diferente. A escola deve ser o laboratório da democracia e do respeito, onde a divergência de ideias é incentivada, mas a dignidade humana é inegociável.
O papel do espectador também é crucial. Muitas vezes, o bullying sobrevive não apenas pela maldade de quem o pratica, mas pela omissão de quem assiste. Transformar o “não é comigo” em “eu não aceito isso” é a chave para quebrar a engrenagem da opressão.
Portanto, que este 7 de abril sirva de provocação. Que as famílias conversem mais, que as escolas ouçam melhor e que a sociedade entenda, de uma vez por todas, que a diversidade é a nossa maior riqueza. Educar para a empatia é o único caminho para que o ambiente escolar volte a ser, para todos, um lugar de segurança, aprendizado e, acima de tudo, de humanidade.
“O respeito é a base de qualquer amizade.”
“A sua diversão não pode custar a dor de outra pessoa.”
Uma diretora me disse certa vez: “Aqui na minha escola, o bullying não se cria”. Com o avanço da tecnologia, precisamos incluir também o cyberbullying. Não sabemos o que virá pela frente, portanto, o caminho é cortar o mal pela raiz e não permitir que esses comportamentos se desenvolvam.
No Brasil, o bullying e o cyberbullying foram incluídos recentemente no Código Penal (pela Lei 14.811/2024), tornando as punições mais rigorosas e reforçando a responsabilidade de instituições de ensino em prevenir essas práticas.




Uma resposta
Desculpe,o.preconceito começa em casa.,a própria “;vítima ” se.posso considerar isso,nós que já fomos jovens,isso era corriqueiro, em nunca precisou de lei, .a questão era resolvida com a nessa moeda, e ninguém morreu ser feio demais,, ou gorducho.
Quem era magro,era chamado de palito, quem era negro chamavam de neguinho,nome.de jogadores de futebol,e negão jogador de vôlei da seleção Brasileira, e.por adiante. Desculpe tudo é uma FRSCURA